Resenha Crítica | Mother, Couch (2023)

Mother, Couch

“Mother, Couch” é aquele exemplo perfeito de projeto que a gente sabe que tinha tudo para dar certo, mas que alguma confusão por parte das intenções de seu realizador aconteceu.

Baseado em um livro de 2020 escrito pelo sueco Jerker Virdborg (o mesmo de “Caranguejo Negro”, que rendeu um filme protagonizado pela Noomi Rapace), este drama familiar não poderia ter reunido um elenco mais perfeito e, ainda assim, quase todos parecem um tanto confusos com o que devem oferecer em cena.

De tão desconexos que os diálogos são, causa até a impressão de que o diretor estreante Niclas Larsson não tem domínio do inglês, com ele mesmo lidando com o processo de adaptação sem saber como estabelecer alguma coesão ao traduzir tudo.

O resultado aqui é um Charlie Kaufman ainda mais chato que o original, pois é um filme que prefere fazer as suas brincadeiras quase surrealistas em vez de focar nos aspectos mais palpáveis de sua ótima premissa, em que uma mãe idosa e amarga basicamente ruiu qualquer chance de o relacionamento de seus três filhos, de pais diferentes, prosperar.

É desapontador, pois Ewan McGregor está num estado de vulnerabilidade bastante comovente aqui (ele até acreditou o suficiente no projeto ao se creditar como produtor executivo) e a Lara Flynn Boyle não é uma atriz que a gente vê hoje em dia com a frequência que merece.

★★
Mother, Couch
Direção de Niclas Larsson
Indisponível no Brasil

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