Desde que chegou aos cinemas em 2001 pelas mãos de Chris Columbus com “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, o público tem assistido com empolgação a todas as aventuras do jovem bruxo.

Com este quinto episódio, estamos próximos da reta final e decisiva destes confrontos de magia arquitetados desde o instante da morte do pai de Harry pelas mãos do temido Voldemort.

Essa animação em acompanhar esta história fantasiosa, concebida pela criatividade da escritora J.K. Rowling, é o maior atrativo da cinessérie. Nela, o jovem espectador desperta experiências similares às do protagonista, como lidar com o amadurecimento e a importância da amizade.

Também entram em pauta a superação e as reações do bem e do mal quando um indivíduo opta por qual destes rumos seguir. E a plateia, que acompanha os menores nesta jornada, não sai indiferente nestas etapas da vida.

Enquanto os leitores devoram as livrarias para as compras de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” (o último conto da série), já podemos ver o resultado em carne e osso de “Harry Potter e a Ordem da Fênix”.

Aqui, Potter (Daniel Radcliffe) é dado como mentiroso pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde cursa o quinto ano junto com os seus melhores amigos Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson).

Além desta dificuldade que está enfrentando perante todos ao seu redor, que não acreditam que o herói enfrentou o vilão Lorde Voldemort (Ralph Fiennes), Dolores Umbridge (Imelda Staunton) governa com pulso forte as novas leis impostas.

Ela ganhou o apoio de Cornélio Fudge para dar uma nova conduta ao lugar. É assim que surge um clube secreto com alguns alunos para se defenderem sob o perigo estabelecido, pois todos foram impedidos de aprender magia na prática.

É dentro desta trama que finalmente vemos uma aventura de verdade, o melhor capítulo da série até o momento. A obra ainda nos mostra um Harry apaixonado em seu festejado primeiro beijo com Cho Chang (Katie Leung) e a luta interna em controlar as forças do mal que tentam possuí-lo.

Com grandes efeitos especiais que dão um colorido mais impressionante amparado, finalmente, por um tom obscuro, a confiança de que seremos direcionados a um fim surpreendente e magnífico é perceptível.

Ainda que tenha ganhado muita força pela precisão de David Yates, o filme não soma mais pontos pelo pouco brilho ao reforçar, por mais uma vez, que a força da amizade é capaz de desmoronar qualquer obstáculo. Além disso, há o pouco destaque dado a Bellatrix Lestrange (Helena Bonham Carter), brilhante vilã e prima de Sirius Black (Gary Oldman).

★★★
Harry Potter and the Order of the Phoenix
Direção de David Yates
Assistido nos cinemas (Warner Bros)
Texto originalmente publicado em 15/11/2007

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