Resenha Crítica | Primavera Maluca (2009)

Spring Breakdown, de Ryan Shiraki

Continua rendendo frutos a modesta premissa da divertida comédia “Romy e Michele”, aquela comédia de 1997 estrelada por Mira Sorvino e Lisa Kudrow. Um exemplo é este recente “Primavera Maluca”, segundo longa-metragem de Ryan Shiraki lançado diretamente em DVD no Brasil e nos Estados Unidos. Ambas as histórias se apresentam com situações semelhantes e há até mesmo um grande momento musical, pois enquanto Romy e Michele dançavam ao som de “Time After Time”,  Becky (Parkey Posey), Gayle (Amy Poehler) e Judi (Rachel Dratch, também responsável pelo argumento) cantam na sequência de créditos iniciais “True Colors”, outro grande sucesso de Cindy Lauper.

Mas não é tudo parecido. Acontece que essas três grandes amigas também tinham uma vida colegial fracassada. Mas agora, com aproximadamente trinta e cinco anos, elas encontrarão a chance de dar a volta por cima quando uma delas, Becky, é submetida pela sua chefe, a senadora Kay Bee (a sempre impagável Jane Lynch), a vigiar a sua filha (papel de Amber Tamblyn) nas pequenas férias escolares de primavera para que nada de escandaloso aconteça a ela ao ponto de comprometer a sua reputação em vésperas de eleição.

A razão de só agora tentarem se tornar populares diante de pessoas bem mais jovens se dá através de incidentes engraçados: Becky acabou de perder o seu gato de estimação e único companheiro; Gayle está em baixa com a sua vida amorosa, sendo rejeitada até mesmo por um cego; e Judi está prestes a se casar com um homem ideal, mas que descobre de tratar de um gay.

Repleto de situações simplesmente hilariantes, “Primavera Maluca” trabalha com aquele velho tema de personagens que se descobrem losers e que só escaparão desta situação ao reconhecerem os seus próprios valores. O trabalho de todo elenco é ótimo, com todas se entregando sem reservas a favor dos risos, ainda que o trabalho de direção de Ryan Shiraki resulte desleixado.

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

12 Comentários em Resenha Crítica | Primavera Maluca (2009)

  1. Comentei no blog do Wally que o único motivo para ver esse filme são as presenças de Amy Poehler e Jane Lynch, que geralmente elevam a qualidade de qualquer produção.

  2. Romy and Michelle foi um ótimo filme, curti bastante. e se esse fica nos mesmos moldes eu também vou conferir, sem muitas expectativas por enquanto.

  3. João, veja. É muito divertido, apesar dos problemas de direção. Abraços!

    Mayara, acho que faltou você mencionar a Amber Tamblyn, já que ela é uma jovem atriz excelente. Beijos!

    Vinícius, a verdadeira razão de eu ver este filme foi porque estava precisando de uma comédia para descontrair. Mas o elenco é mesmo o melhor aspecto da produção.

    Brenno, assista de qualquer forma.

    Thiago, obrigado. Fico feliz que tenha gostado do meu espaço. Dei uma rápida passada no seu blog. Gostei, pois há notícias interessantes. Abraço.

    Luis, “Romy e Michele” é um filme engraçadíssimo e nostalgico. Veja-o. E também assista “Primavera Maluca” quando conseguir, é legal.

    Bruno, infelizmente eu nunca vi Saturday Night Live. Aliás, já vi uma ou outra coisa no Youtube. A galera dessa atração é mesmo feras no humor.

    Marcelo, “Romy e Michele” é mesmo ótimo. “Primavera Maluca” lembra muito ele e vale a pena por também ser engraçado.

  4. Acho que falta uma “linguagem” para o filme virar “cinema” mesmo. Ficou parecendo muito humor solto e desvirtuado. Ao menos vale por respectívos momentos hilários e as atrizes, sensacionais.

    Nota 5.0

  5. Só vendo msm pra saber se irei gostar disso aí..rs..pela premissa acho difícil, mas..se um dia estiver passando no telecine, e ñ tiver opção melhor de filmes, eu vejo!
    Achei o enredo bem parecido com “A Casa das Coelhinhas” q me foi até mediano!
    Abs! Diego!

  6. Wally, e qual seria essa “linguagem”? Enfim, acho o filme suficientemente divertido para ao menos ser considerado “cinema”, vendo que a arte também sobrevive de passatempos, por mais descartáveis que possam ser.

    Diego, já eu ADOREI “A Casa das Coelhinhas”. A Anna Faris é sempre um encanto, uma coisa de Deus! Abraços.

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