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Resenha Crítica | O Sétimo Código (2013)

Sebunsu kôdo, de Kiyoshi Kurosawa

.:: INDIE 2014 Festival Cinema ::.

Há quem diga que uma história nunca deve investir em muitos gêneros para não correr o risco de se perder. Outros afirmam que os melhores filmes são aqueles que mergulham em estilos que moldam um resultado difícil de ser classificado. O cinema oriental é um dos raros a produzir filmes cheio de elementos destoantes que, ainda assim, alcançam um equilíbrio. “O Sétimo Código” definitivamente não é um título a ser usado para representar este feito.

Realizador de “Crimes Obscuros”, “Sonata de Tóquio” e “Kairo” (que rendeu a refilmagem americana “Pulse”), Kiyoshi Kurosawa é o responsável pela direção e roteiro de “O Sétimo Código”, que se inicia no ponto em que a ingênua Akiko (Atsuko Maeda) insiste em perseguir em Vladivostok, uma cidade da Rússia, Matsunaga (Ryôhei Suzuki), executivo de caráter duvidoso que a conheceu em uma noite qualquer em Tóquio.

Ainda que seja evidente o envolvimento de Matsunaga com negócios obscuros, Akiko deseja conversar com ele a qualquer custo, inclusive quando ela é capturada e abandonada em um terreno presa em um saco. Enquanto não o reencontra, a protagonista consegue trabalhar no restaurante praticamente falido de Saito (Hiroshi Yamamoto).

Para contar essa história que dura apenas 60 minutos, Kiyoshi Kurosawa investe no drama, no thriller de espionagem, no humor e, pasmem, até no universo dos videoclipes. Tudo a troco de nada, pois os choques culturais inexistem e não há qualquer inteligência ao ambientar uma trama em um cenário pós-soviético. Uma mistureba sem consistência alguma.

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