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Resenha Crítica | Rua Secreta (2013)

Rua Secreta | Shuiyin jie

Shuiyin jie, de Vivian Qu

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Às vezes não há nada melhor do que um mistério que permita que o público possa ficar no mesmo escuro que o seu protagonista. A imersão em uma espiral de caminhos mal traçados abre inúmeras possibilidades e resta ao roteiro determinar as melhores decisões. Em sua estreia na direção de longa-metragem com um roteiro de sua própria autoria, a chinesa Vivian Qu parece definitivamente perdida em suas próprias ambições.

“Rua Secreta” inicia de modo descompromissado ao apresentar o jovem Qiuming (Yulai Lu) se engraçando com Lifen (Wenchao He), uma garota que o atraiu pela beleza e delicadeza singulares. Trainee em uma companhia que lida com mapas digitais, Qiuming aproveita um dia chuvoso para oferecer para Lifen uma carona. Ao chegar ao seu destino, ela acidentalmente deixa para trás um estojo com um pen drive que, para não transformar “Rua Secreta” em um curta-metragem, Qiuming não acessa, utilizando-o como pretexto para reencontrá-la.

O que era para ser um romance ganha ares de thriller quando o protagonista contata Lifen através do número impresso no dispositivo removível. Trata-se do contato da empresa em que ela trabalha, situada em uma rua que misteriosamente não consta no sistema de mapeamento que opera diariamente. Incapaz de impor uma atmosfera absorvente ou de orquestrar uma tensão crescente, “Rua Secreta” passa a acompanhar cada passo de Qiuming como se outros o perseguissem, sem responder a qualquer uma de suas questões mal formuladas sobre da possibilidade de termos a nossa privacidade monitorada por entidades com propósitos pouco claros.

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