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Resenha Crítica | Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

Mad Max - Estrada da Fúria (Mad Max - Fury Road)

Mad Max: Fury Road, de George Miller

Uma série de contratempos pesou contra “Mad Max: Estrada da Fúria”. Em planejamento desde a virada do século, a quarta aventura pós-apocalíptica centrada na figura de Max Rockatansky foi adiada inúmeras vezes e ainda perdeu Mel Gibson, com carisma e talento decisivos para transformar o personagem em um dos heróis mais celebrados do cinema. Mais: gravado durante o verão de 2012, o lançamento do filme foi adiado em quase dois anos, algo que denuncia o fracasso de várias grandes produções.

Seja como for, George Miller não desistiu do sonho de prosseguir com a sua franquia, essencial por colocar a Austrália no mapa do cinema mundial, e todo esse empenho, de algum modo comovente para um veterano de 70 anos, é a força que move “Estrada da Fúria”. Além disso, o tempo extenso que separa a filmagem da exibição provavelmente fez Miller e os seus roteiristas Brendan McCarthy e Nick Lathouris realizarem não somente algumas cenas adicionais como também repensar o ritmo da ação, este sendo um dos principais alicerces para o sucesso do filme.

Ainda que encarada como a quarta aventura de Max Rockatansky, “Estrada da Fúria” também se comporta como um reboot para a série. Não só por Tom Hardy, que substitui Gibson, como também por uma premissa que, na maior parte do tempo, não está inclinada aos acontecimentos dos três episódios anteriores, produzidos entre 1979 e 1985. O ressurgimento do ator Hugh Keays-Byrne, que incorporava outro personagem no longa original, os flashes sobre o passado traumático de Max e a aridez do deserto são os elementos mais fortes que nos reconectam a encarnação anterior do herói.

Como raramente (nunca?) se vê em uma sequência, “Estrada da Fúria” não tem tempo para conversa fiada. O seu prólogo já engata a última marcha, sem nunca vacilar neste frenesi que rege o filme. Membros da gangue War Boys capturam Max com o intento de utilizar o seu sangue como suprimento. Por traz não somente desse coletivo de peles pálidas como também de toda a população que restou está Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), que detém toda a água que restou e tem planos para dominar todo o combustível de Gas Town. É a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) a principal responsável por essa “expedição”, mas logo conhecemos o seu verdadeiro plano: salvar cinco mulheres capturadas para parir os herdeiros de Immortan Joe e encontrar refúgio no sagrado Green Place.

Além de apresentar perseguições que se sobressaem com facilidade como as melhores sequências de ação no cinema pipoca deste ano, George Miller sabe o efeito devastador causado com a presença de figuras anômalas, totalmente condizentes com o contexto de sua história e com uma força visual certeira. Como o tão comentado Coma-Doof Warrior, insano guitarrista que embala a guerra sobre rodas.

O que transformará “Estrada da Fúria” em clássico, no entanto, é a virada de expectativas que é proposta a partir de seu segundo ato. É preciso muita coragem para transformar Max em um coadjuvante de sua própria história, algo que George Miller faz sem qualquer cerimônia ao avaliar a potencialidade de sua Imperatriz Furiosa. É ela a face que os personagens íntegros precisam como um novo líder e a inteligência em confirmar esse desejo permite ao filme caminhar para um encerramento implacável.

2 Comments

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Para mim, um dos grandes filmes do ano! O caos, a destruição, as cores vivas de ‘Mad Max: Estrada da Fúria” mostram aquilo que eu acho que o cinema deve ser. Além disso, tem Charlize Theron corajosa como uma das grandes personagens femininas do ano!

  2. Pior filme da década! Max fala 3 palavras no filme todo perdendo até para o chupador de sangue que foi capturado. Cansativo, vilão ridículo. O que vejo é mais um filme tentando promover a agenda feminista. Sinceramente não é diversão para família, o drama das pobres mulheres não convence e ação no filme não gera expectativa é previsível, sem graça.

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