Em seu segundo longa-metragem, o cineasta mexicano Rigoberto Castañeda conta com o roteiro do estreante Ed Dougherty, que é no mínimo interessante. Nele, três desconhecidos ficam presos dentro de um elevador em um edifício praticamente abandonado. No entanto, o que começa bem e renderia um perverso jogo psicológico e de insuportável claustrofobia se revela um suspense muito desapontador.
Os personagens são apresentados ao público com as seguintes circunstâncias antes do encontro no elevador: Claudia (Amber Tamblyn, vista recentemente em “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante 2”) é uma jovem muito dedicada aos estudos e ao trabalho que vive com a avó (Mabel Rivera), que é atropelada ao sair do apartamento no qual residem; Karl (Aidan Gillen) é viúvo e pai atencioso, mas acaba tendo que deixar sua filha aos cuidados de outra pessoa enquanto lança desculpas sobre coisas a se resolver no seu ofício; Tommy (Armie Hammer) se envolve em encrenca por causa do violento pai da sua namorada.
Pouco criativo ao desenvolver a promissora premissa que tem em mãos, Castañeda exagera nos usos de flashbacks durante o confinamento e de efeitos especiais na área externa do elevador. O diretor recorre ao previsível movimento de câmera que caminha pela passagem do teto até o acesso aos quartos dos próximos andares totalmente vazios, antes que os personagens estudem possibilidades de saírem da situação.
Apesar de uma ou outra cena na qual a tensão até que é bem construída, nem mesmo a revelação de que um dos três é um serial killer levanta os ânimos. Uma pena.
★★
Blackout
Direção de Rigoberto Castañeda
Assistido em DVD (Imagem Filmes)

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