Em “Por Amor”, David Hollander, que tem 40 anos e que estréia na direção de longa-metragem, se baseia no pequeno conto “A Mansão na Colina” para narrar o triste momento que Andrew Wakefield (Ashton Kutcher) está vivendo. É que sua irmã fora brutalmente assassinada, com hematomas e queimaduras por todo o corpo nu encontrado próximo a um rio numa manhã. Sua vida se resume a trabalhar uniformizado como um frango na entrada de um fast-food, aperfeiçoar as suas habilidades como lutador e, com o apoio de sua mãe Gloria (Kathy Bates), cuidar de sua sobrinha enquanto acompanha o longo processo do julgamento de Tom Friedinger (Aleks Paunovic, o melhor do elenco), acusado pelo assassinato de sua irmã por ser a última pessoa vista estabelecendo contato com ela.
Essa história possibilita como nunca aconteceu (talvez somente em “Efeito Borboleta”) ao jovem ator Ashton Kutcher a provar um talento dramático aprisionado dentro de si depois de tantas comédias consecutivas em sua carreira. Embora longe de ser algo arrebatador, Kutcher desenvolve sutilmente o seu Andrew, como uma pessoa fechada a possibilidades e que zela pela honra de sua irmã, dona de um caráter meio duvidoso.
Apesar da boa história que se tem inicialmente, “Por Amor” aos poucos vai perdendo os rumos quando Michelle Pfeiffer aparece. Chama a atenção o fato da atriz continuar com uma beleza irretocável nos seus já cinquenta anos de vida, mas a sua performance é sem brilho por conta da personagem que tem de incorporar. Ela também, junto ao seu filho surdo-mudo Clay (Spencer Hudson), lida com a mesma dor de Andrew, já que perderam o marido depois de um ajuste de contas. Mas é imperdoável um filme substituir o luto dos seus personagens por um romance inconvincente e desenvolvido com imaturidade por Hollander.
Título Original: Personal Effects
Ano de Produção: 2009
Direção: David Hollander
Elenco: Ashton Kutcher, Michelle Pfeiffer, Kathy Bates, Sarah Lind, Rob LaBelle e Aleks Paunovic.
Cotação: ![]()
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