
O diretor sueco de sessenta e seis anos Roy Andersson tornou-se célebre pela sua carreira dedicada a publicidade, tendo dirigido até o momento mais de trezentos comerciais. Como realizador de longa-metragem é reconhecido pelo drama “Canções do Segundo Andar”, o seu terceiro trabalho produzido em 2000. É na mescla de seu conhecimento em cinema e propaganda que chegamos em “Vocês, Os Vivos”. A experiência certamente será inédita para qualquer um. O que não significa que também seja positiva.
O filme reúne ao todo quarenta e sete trechos chamados de vinhetas. Cada uma delas pode dizer muito como também não dizer nada. No entanto, chega-se numa conclusão em cada uma delas. Em cada espaço, em cada situação, em cada personagem é observado a existência humana nos seus mais diversos sentimentos, especialmente nos de alegrias e tristezas. O duro é criar ânimo para apreciar todo esse volume de vinhetas, totalizando mais de noventa minutos.
Eles acontecem em planos fixos de câmera com personagens que aparecem e desaparecem a cada nova sequência. Em um momento as atenções estão voltadas em um pequeno grupo de homens tocando instrumentos musicais. Em outro, um personagem é roubado enquanto conversa em um restaurante. Aqueles que mais aparecem na tela são uma mulher resmungona que abre o filme e uma jovem apaixonada por um roqueiro (a união do casal rende a única vinheta bela do filme, onde estão a bordo de um trem nos moldes de uma residência). Se Roy Andersson teve a pretensão de criar um painel completo do que compõe a vida através dessas dezenas de retratos o resultado que ele obtém é um só: de que a nossa existência pode ser bem tediosa.
Título Original: Du Levande
Ano de Produção: 2007
Direção: Roy Andersson
Elenco: Jessika Lundberg, Elisabeth Helander, Björn Englund, Leif Larsson, Olle Olson, Birgitta Persson, Kemal Sener, Håkan Angser, Rolf Engström, Gunnar Ivarsson e Patrik Anders Edgren.
Nota: 2.0
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