
Se há um gênero que é garantia de grande público nas salas de cinema hoje em dia é sem dúvida a animação em longa-metragem. O público-alvo, o infantil, nunca foi muito exigente e qualquer título animado que esteja em exibição já é o suficiente para que a diversão reine diante da tela grande. O que é bom, é verdade. No entanto, nem sempre são bons os filmes que ganham espaço no circuito. “Tô de Férias”, que foi exibido nos cinemas em março deste ano e que já possui uma continuação ainda inédita por aqui, é um exemplo perfeito disto.
A história flagra o professor Habakuk Tibatong e a sua turma (composta por um garoto, uma porca, um lagarto, um pinguim, um elefante marinho e um pássaro) as voltas com um misterioso ovo. Após séculos congelado ele se choca e o que aparece é um filhote raro de dinossauro. Ele cresce e, assim como os seus companheiros animais, fala como os humanos. Logo, o dinossauro desperta o interesse pelo rei da Pumpulônia, cujo hobby é caçar animais raros.
Um fato que certamente o público diminuto não deve estar informado (ou nem se dá ao trabalho de querer saber) é que “Tô de Férias” é uma produção alemã. A animação, que é digital, se revela bem distinta de todas que estamos habituados em assistir, como aquelas da Disney e Dreamworks. Serviria ao menos como curiosidade, mas os personagens não tem carisma, a história é redundante e o design, nada encantador ou impressionante. Mais um indício que confirma os americanos como aqueles que melhor dominam este gênero cinematográfico.
Título Original: Urmel aus dem Eis
Ano de Produção: 2006
Direção: Holger Tappe e Reinhard Klooss
Elenco: Vozes de Wigald Boning, Anke Engelke, Florian Halm, Christoph Maria Herbst, Kevin Iannotta, Ulrike Johanssen, Stefan Krause, Zoe Martin, Oliver Pocher e Domenic Redl.
Nota: 2.0
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