Muitos podem torcer o nariz para esta nova investida de Ashton Kutcher como protagonista, ator que segue a linha de jovens astros de filmes românticos e cômicos. Só que assim como visto em “Por Amor“, o marido de Demi Moore é capaz de impressionar. E o melhor: ao contrário do drama onde dividiu a cena com Michelle Pfeiffer, “Jogando com Prazer” é um bom filme.
Ashton Kutcher vive desta vez Nikki. Como o prólogo nos apresenta, o personagem é um conquistador de mulheres de alto poder aquisitivo. Antes que a sua personalidade de oportunista seja desmascarada, ele faz de tudo para aproveitar a boa vida que é de morar em uma maravilhosa mansão com piscina e gastar o dinheiro que não é seu. A vítima da vez é Samantha (Anne Heche, sensual como nunca e não aproveitada como merecia), que só não é bem-sucedida no amor. Ele passa a questionar a sua própria desonestidade que tem com as mulheres quando surge no seu caminho uma garçonete pela qual ele verdadeiramente se apaixona, Heather (Margarita Levieva). Mal sabe ele que ela não passa de sua versão feminina.
David Mackenzie já havia dirigido “Pecados Ardentes” e “Paixão sem Limites” e em “Jogando com Prazer” lida mais uma vez sobre as consequências do sexo. Porém, de forma pouco ousada, vendo que as muitas cenas de transa são jogadas na tela com uma duração que não passa de três segundos. Mas elas não são o grande atrativo do filme, sendo, na realidade, o interessante retrato que desenha de Nikki. O personagem caminha a um desfecho moralista, que nos pega pela originalidade e surpresa.
Título Original: Spread
Ano de Produção: 2009
Direção: David Mackenzie
Elenco: Ashton Kutcher, Margarita Levieva, Anne Heche, Sebastian Stan, Ashley Johnson, Sonia Rockwell, Rachel Blanchard, Maria Conchita Alonso e Eric Balfour.
Cotação: ![]()
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