Eis que “Os Falsários” adquire maior popularidade por ser um dos mais recentes filmes sobre a Segunda Guerra Mundial ao ganhar destaque dentro do Oscar, ao qual saiu em 2008 com a estatueta de melhor filme estrangeiro. Aqueles que estão saturados tamanho os exemplares envolto a este cenário não precisam entrar em alarde, vale informar, pois o diretor Stefan Ruzowitzky (de, pasmem, “Anatomia”) conta com uma história real repleta de personalidade diante dos similares.
A frase simples e talvez pouco criativa que estampou o poster brasileiro deste filme rodado da Áustria e Alemanha, “Nesta História Real, Apenas o Dinheiro é Falso”, ao menos serve para nos antecipar do que se trata o relato. O excelente Karl Markovics interpreta Salomon, judeu que foge dos horrores do campo de concentração quando o seu talento artístico é descoberto pelos nazistas. Realizando pinturas em faixadas e retratos de famílias alemães, logo é convocado para falsificar dinheiro e multiplicá-lo para o que se desvenda ser a fonte para a compra de armamentos.
Com metragem enxuta, “Os Falsários” não perde tempo em elaborar sequências manipulativas de praxe. Assim, desenvolve uma interessante questão que passará a assolar a consciência de seus personagens até o final, pois assim como Salomon, muitos questionam se vale a pena permanecer vivo em um ambiente razoavelmente confortável pela morte dos judeus que gostariam de defender. Uma situação (real) que certamente fará com que o espectador reflita de imediato.
Título Original: Die Fälscher
Ano de Produção: 2007
Direção: Stefan Ruzowitzky
Elenco: Karl Markovics, August Diehl, Devid Striesow, Martin Brambach, August Zirner, Veit Stübner, Sebastian Urzendowsky, Andreas Schmidt, Tilo Prückner, Lenn Kudrjawizki e Norman Stoffregen.
Cotação: ![]()



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