O israelense Ari Folman expôs uma linguagem cinematográfica muito original para o seu projeto “Valsa com Bashir”. Ela se dá com um híbrido de documentário e animação, onde as memórias de Folman são resgatadas do seu passado como soldado na guerra do Líbano. O trabalho valeu, entre outros prêmios, o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e uma indicação ao Oscar na mesma categoria, perdendo para o imbatível “A Partida”.
Quase como um documentário convencional, os relatos aparecem na tela de soldados que auxiliam o cineasta a relembrar os difíceis tempos de combate. A narrativa abre com um testemunho de um sonho constante de Ari Folman, com ele sendo perseguidos por vários cães de pelos negros muito raivosos. O que garante a atenção nos depoimentos é por tudo ser convertido em animação.
Realizado desta maneira, há momentos de sobra onde se extraí beleza visual entre tanta violência. A proposta de “Valsa com Bashir”, no entanto, é a mesma de tantos outros filmes e documentários do gênero, agindo com um basta diante da crueldade contra seres humanos inocentes que infelizmente são figurantes deste cenário horrendo. Folman não mede esforços para encerrar a sua realização, quando substitui, de uma hora para outra, os belos traços animados pela sordidez de uma cena real que muito se assemelha com a crueldade das imagens que também encerram “Guerra Sem Cortes“.
Título Original: Vals Im Bashir
Ano de Produção: 2008
Direção: Ari Folman
Elenco: Ari Folman, Mickey Leon, Ron Ben-Yishai, Zahava Solomon, Ronny Dayag, Dror Harazi, Ori Sivan e Yehezkel Lazarov.
Cotação: ![]()
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