A banda “Os Mutantes” revolucionou o rock brasileiro e, como não poderia deixar de ser, experimentou dois caminhos díspares do sucesso: a ascensão e a queda. Arnaldo Baptista, o integrante a frente do grupo, é o que testemunha de maneira mais intensiva essas experiências de orgulho e fracasso. Prova disto é o documentário “Loki – Arnaldo Baptista”, o primeiro longa-metragem do Canal Brasil que foi produzido e lançado de forma independente.
Formado por Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee, “Os Mutantes” eram notórios dentro do cenário musical brasileiro pelos recursos que utilizavam considerados inovadores o suficiente para que prestígio fosse alcançado a nível internacional. O percurso feito pelo grupo era cada vez mais promissor se não fossem o envolvimento com drogas e o casamento de Arnaldo Baptista e Rita Lee naufragar aos poucos. A separação foi tão marcante para Arnaldo que praticamente registrou o fim de “Os Mutantes” no final da década de 1970.
O documentário, que faz um belo trabalho de edição ao acrescentar material de época, também não se esquece de registrar em suas duas horas de metragem outros acontecimentos marcantes na vida de Arnaldo Baptista, como sua tentativa de suicídio, a paixão pela pintura, seu retorno aos palcos em 2006 e principalmente o seu disco “Loki”, considerado um dos maiores trabalhos da música brasileira cujas faixas praticamente serviram como confissões de vida do próprio Arnaldo. O resultado da realização é uma homenagem que faz jus ao incrível artista e ser humano que retrata.
Título Original: Loki – Arnaldo Baptista
Ano de Produção: 2008
Direção: Paulo Henrique Fontenelle
Depoimentos de: Arnaldo Baptista, Tom Zé, Clarisse Leite, Martha Mellinger, Nelson Motta, Gilberto Gil, Sean Lennon, Dinho Leme, Rogério Duprat, Sérgio Dias, Roberto Menescal, Liminha, Lobão e Zélia Duncan.
Cotação: ![]()
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