A Nightmare on Elm Street, de Samuel Bayer
Após o sucesso do excelente “O Massacre da Serra Elétrica”, remake conduzido por Marcus Nispel, era inevitável que o diretor Michael Bay iniciaria um ciclo de refilmagens dos maiores clássicos do horror dos anos 1970 e 1980. Não deu outra. “Horror em Amityville”, “A Morte Pede Carona” e “Sexta-feira 13” são os títulos que receberam atualizações por diretores iniciantes. Não iria demorar para a notícia de que um dos filmes mais expressivos da filmografia de Wes Craven, “A Hora do Pesadelo”, também estaria sujeito a uma releitura. Por incrível que pareça, o resultado não é tão desastroso. O que não significa que “A Hora do Pesadelo” feito por Samuel Bayer, um especialista em videoclipes, seja um bom longa.
Até o espectador que não conferiu “A Hora do Pesadelo” de 1984 já sabe do que se trata o horror. É sobre ninguém menos que Freddy Krueger, sujeito com queimaduras por todo o corpo que aterroriza adolescentes em seus sonhos. Incorporado aqui por Jackie Earle Haley, o vilão usa suas garras para vitimá-las enquanto o casal de mocinhos Nancy (Rooney Mara) e Quentin (Kyle Gallner, cuja cara pálida e cabelo bagunçado remetem ao ator Robert Pattinson) investigam o seu passado.
A história de um monstro cruel que aplica o seu massacre justamente na paz em meio ao repouso é um achado e por isso da realização de Wes Craven ser tão famosa. Dito isso, o novo “A Hora do Pesadelo” até merece algum crédito por dar mais dimensão a Freddy Krueger, como pode ser comprovado em uma revelação estabelecida no clímax da narrativa, desenvolvendo finalmente uma atmosfera incômoda de pesadelo.
Porém, como comparações são indispensáveis, Jackie Earle Haley bem que se esforça – e há um trabalho de maquiagem minucioso -, mas está longe de chegar aos pés de Robert Englund, que fez de Freddy Krueger um dos vilões mais festejados do cinema. A substituição também permitiu que o humor negro presente na série original fosse embora. Desta forma, são mínimos os atrativos que restam no resultado final, que deixa um frustrante gancho para uma sequência.

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