2012

2012Sabe aquele filme catástrofe que é, na realidade, uma catástrofe de filme? A associação é mais do que batida, mas a cada “fim do mundo” imaginado pelo alemão Roland Emmerich fica impossível não recorrer a ela. Quem se aventurou em bobagens mais recentes como “O Patriota”, “O Dia Depois de Amanhã” e “10.000 A.C.” nem deve imaginar que tais exemplares são bem inofensivos perto do desastre cinematográfico que é “2012”.

Para quem não sabe sobre o fenômeno 2012, ele se baseia em uma profecia do calendário Maia, que aponta a data vinte e um de dezembro de dois mil e doze como o fim do mundo. No filme, é o cientista Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) que revela para Carl Anheuser (Oliver Platt), assistente do presidente americano Thomas Wilson (Danny Glover), que o mundo logo acabará. Sua informação preciosa é encaminhada em 2009. Já no final de 2012, a narrativa encontra como fio condutor Jackson Curtis (John Cusack), escritor divorciado fracassado que ganha a vida como chofer. O caos vem à tona e a luta pela sobrevivência é a maior motivação dos protagonistas.

Longas sobre o fim dos tempos podem ser muito divertidos ou até mesmo levantarem interessantes discussões a respeito de condutas humanas dentro de situações de risco. Ao invés disso, Roland Emmerich mescla tudo o que há de mais insuportável no gênero: um elenco horroroso ancorado por um John Cusack pior do que nunca (como se isso fosse possível), sequências de desastres que jamais impressionam (a exemplo do Cristo Redentor desmoronando apenas de relance em uma notícia televisionada), efeitos especiais desleixados e até intermináveis discursos patrióticos do presidente Thomas. Nem os mínimos personagens que o público se esforça para torcer são poupados. É mesmo o fim do mundo!

Título Original: 2012
Ano de Produção: 2009
Direção: Roland Emmerich
Elenco: John Cusack, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Thomas McCarthy, Woody Harrelson, Danny Glover, Liam James, Morgan Lily, Zlatko Buric, Beatrice Rosen, Alexandre Haussmann, Philippe Haussmann e Johann Urb
Cotação:

Respostas

  1. Avatar de Marcelo Coldfer

    Rolland Emmerich já estava ameaçado de ser extinto do meu conceito, e com esse 2012 ele de fato ganhou o ingresso. Não tenho mais estômago para esse tipod e produção. Aproveito pra dizer que gostei muito da do ícone da granada..rs

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  2. Avatar de Wally

    Vi no Cinema e foram 2 horas e meia que passaram voando. Me divertido e me impressionei pelos efeitos. O roteiro é uma coisa absurda de tosca, mas abraça o espírito e só tenta ser algo mais do que precisa ser no clímax moralista. Até lá, achei um filme muito legal.

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  3. Avatar de Pedro Henrique

    Bomba das mais canhestras! Não vou rever tão cedo.

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  4. Avatar de Alex Gonçalves

    – Marcelo, eu gosto de filmes apocalípticos, mas acho que não vou me atrever a assistir algo do Roland Emmerich tão cedo. E esse “2012” é tão ruim que nem Bin Laden teria em seu estoque bombas o suficiente para representar a cotação dessa coisa horrorosa.

    – Wally, já eu estou feliz por ter deixado de ver essa porcaria nos cinemas. Eu quase vi na tela grande. Entendo os motivos para você ter se divertido, mas este filme é um erro completo.

    – Pedro, por Deus! Não quero jamais pensar em rever essa bomba!

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  5. Avatar de Gustavo

    Depois de ler alguns textos positivos aqui e acolá, isso foi refrescante: o filme é uma MERDA.

    Emmerich desaprendeu o ofício já faz algum tempo.

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  6. Avatar de Alex Gonçalves

    – Gustavo, daqui para frente evitarei qualquer filme catástrofe que seja dirigido por ele. Se bem que até “O Patriota”, que nem é do gênero, é uma merda…

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  7. Avatar de Melhores de 2010: Efeitos Visuais « Cine Resenhas

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  8. Avatar de Anônimo | Cine Resenhas

    […] tornou tão requisitado em Hollywood (bobagens como “O Dia Depois de Amanhã” e “2012” têm a sua assinatura), pode-se dizer que ele obtém o feito com sucesso (não comercial, […]

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  9. Avatar de Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo | Cine Resenhas

    […] a data que marcará o fim do planeta e da espécie humana. Daí a ligação entre filmes como “2012”, “Presságio” ou mesmo “Melancolia”: estranhos entre si, tais títulos se relacionam ao […]

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