
É fácil se enganar, mas são maiores as dificuldades em conduzir um projeto pequeno do que aquele com milhões de dólares investidos para sua realização. Um exemplo que contribui para esta afirmação é o recente suspense “Enterrado Vivo”. Em um único cenário, a história se desenvolve em seus noventa minutos de metragem com apenas um único personagem (os outros se mostram presentes apenas com suas vozes em ligações telefônicas).
Paul Conroy (Ryan Reynolds, cada vez mais reconhecido como astro em Hollywood) desperta dentro de um caixão desorientado após uma forte pancada na cabeça. Percebe que tem consigo alguns objetos como celular, lápis e isqueiro. Ao receber uma ligação ameaçadora, Paul deve correr contra o tempo para salvar a própria vida, pois um homem, provavelmente iraquiano, exige que uma fortuna seja entregue para que assim ele possa sair da situação perturbadora.
Filmado em estúdio em dezessete dias com três milhões de dólares financiados por companhias espanholas e americanas, “Enterrado Vivo” obtêm êxito com a sua proposta complicada de se pôr em ação. Além da brincadeira de deixar qualquer espectador aflito, o primeiro roteiro de longa-metragem de Chris Sparling (que atualmente caiu na armadilha de chamar a atenção dos votantes do Oscar com uma correspondência para pedir por uma indicação a categoria de melhor roteiro original) é esperto ao fazer ligações conspiratórias – Paul é um motorista realizando serviços no Iraque. Pena que o cineasta espanhol Rodrigo Cortés cometa o erro mais estúpido neste tipo de projeto: quebrar a atmosfera de claustrofobia com não apenas um, mas dois contra-zoom que botam quase tudo a perder.
Título Original: Buried
Ano de Produção: 2010
Direção: Rodrigo Cortés
Roteiro: Chris Sparling
Elenco: Ryan Reynolds e vozes de José Luis García Pérez, Robert Paterson, Stephen Tobolowsky, Ivana Miño, Warner Loughlin, Erik Palladino, Cade Dundish e Samantha Mathis
Cotação: ![]()
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