Tendo recebido notoriedade com a direção de filmes como “O Guerreiro Silencioso” e “Bronson”, o dinamarquês Nicolas Winding Refn não ia demorar para ter os seus serviços requisitados para dirigir um filme americano. Seu primeiro filme falado em inglês surgiu ainda em início de carreira, “Medo X” (disponível em DVD no Brasil). Agora ele retorna com mais visibilidade em “Drive”, um sucesso de bilheteria e merecido vencedor do prêmio de Melhor Diretor na última edição do Festival de Cannes.

Ao adaptar o curtíssimo livro de James Sallis, “Drive” apresenta um modelo de protagonista clássico. O homem personificado por Ryan Gosling é do tipo caladão, de bom coração e que sempre está envolvido em algum negócio obscuro, um perfil que o ator se empenha em representar com a sua imutável expressão de songo-mongo que, vá lá, funciona um pouquinho aqui. Dublê de perigosas sequências em fitas hollywoodianas de ação durante o dia, o sujeito investe suas habilidades como motorista de ladrões de bancos e comércios na noite.

“Drive” é um exemplo perfeito de produção superestimada, cuja acalorada recepção de seu lançamento se esvai com o tempo. Afinal, os terrenos explorados a partir da entrada de Irene, interesse romântico feito por Carey Mulligan com marido (Oscar Isaac) na prisão e filho (Kaden Leos) pequeno para cuidar, são muito conhecidos. O que realmente vale é o empenho de Nicolas Winding Refn em torná-los frenéticos. Há sequências registradas com um domínio de tirar o fôlego e as ciladas que o protagonista cai ganham tradução na presença de Bernie Rose, vilão encarnado de forma ameaçadora por Albert Brooks.

Título Original: Drive
Ano de Produção: 2011
Direção: Nicolas Winding Refn
Roteiro: Hossein Amini, baseado no livro “Drive”, de James Sallis
Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Albert Brooks, Oscar Isaac, Bryan Cranston, Christina Hendricks, Ron Perlman, Kaden Leos e Tiara Parker

13 respostas a “Resenha Crítica | Drive (2011)”

  1. Avatar de Alex Gonçalves
    Alex Gonçalves

    FYC:
    – Best Director [Nicolas Winding Refn]
    – Best Actor in a Supporting Role [Albert Brooks]
    – Best Actor in a Supporting Role [Bryan Cranston]

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  2. Avatar de Gustavo H. Razera
    Gustavo H. Razera

    ““Drive” é um exemplo perfeito de produção superestimada, cuja acalorada recepção de seu lançamento se esvai com o tempo.”

    Não poderia concordar mais. É bonito de se ver, mas no fundo é algo ordinário.

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  3. Avatar de Matheus Pannebecker

    Prêmio “filme superestimado” da award season para “Drive”.

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  7. Avatar de Thiago Dantas
    Thiago Dantas

    Não entendi exatamente porque o filme é superestimado. Mesmo que seu argumento (de que o roteiro anda por um caminho conhecido) fosse válido, acho que ele não seria o suficiente pra desqualificar o filme. Sei lá. Fiquei com a impressão que sua opinião sobre o filme foi formada tendo como alicerce mais a birra em relação ao hype recebido e ao ator que representa a personagem principal do que o filme em si.

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  8. Avatar de Júlia
    Júlia

    Então quer dizer que um filme não pode ter “perigosas sequências em fitas hollywoodianas”? Não sabia que existia uma formula exata para se fazer um filme…

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  9. Avatar de José Bruno

    Não encontro argumentos em seu texto que possam sustentar sua posição… infelizmente!

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com/2012/01/drive-risco-duplo.html

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