Mestre do suspense, Alfred Hitchcock passou por um período de crise criativa após o sucesso de “Intriga Internacional”. Pousou em seu colo o romance “Psicose”, que a seguir resultaria o filme mais popular em toda a sua carreira. Mais de 60 anos após seu lançamento, é um pouco difícil para a nova geração compreender o impacto que “Psicose” gerou na história do cinema. Afinal, ao contrário de hoje, a censura daquela época era muito rigorosa. Compreender o efeito que ela exerceu em “Psicose” é o maior feito de “Hitchcock”, estreia de Sacha Gervasi em longa-metragem.
Ao encenar os bastidores de “Psicose” (algo possível graças ao livro de Stephen Rebello), Sacha Gervasi acerta na escolha do elenco, ao explorar algumas curiosidades em torno do thriller e no tom respeitoso com que constrói seu protagonista, interpretado por Anthony Hopkins. Por outro lado, a anenidade faz a narrativa explorar aspectos dispensáveis, como a interação imaginária de Hitchcock com Ed Gein (assassino em série feito por Michael Wincott que inspirou Norman Bates, personagem central de “Hitchcock”) e a insinuação de um relacionamento extraconjugal de Alma (Helen Mirren) com o roteirista Whitfield Cook (Danny Huston).
Há uma opinião mais detalhada sobre “Hitchcock” que escrevi para o site Cenas de Cinema, para o qual colaboro esporadicamente. Para lê-la, basta clicar aqui.

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