
Frozen, de Chris Buck e Jennifer Lee
“Malévola” e “Caminhos da Floresta” denotaram o interesse da Disney em conferir um viés diferente do que estamos habituados a ver nos contos de fada. Como fica evidente na solução para o clímax no longa protagonizado por Angelina Jolie ou na obscuridade do musical de Rob Marshall, vivemos em um tempo em que não dá mais para encarar as mocinhas com ingenuidade e qualquer ação mais radical é bem-vinda. Lançado antes das duas obras citadas, a animação “Frozen: Uma Aventura Congelante” ajudou a abrir essa porta para novas possibilidades.
Em um reino, as irmãs Elsa (voz de Idina Menzel na dublagem em inglês) e Anna (Kristen Bell) são mantidas separadas. Elsa tem a capacidade de criar e manipular o gelo, o que fez os seus pais acreditarem que isso pudesse por em risco a vida da caçula Anna após uma brincadeira na infância resultar em acidente. Com a morte dos pais, Elsa deve suceder o reinado de Arendell ao completar 21 anos, mas a descoberta de seus poderes pelo povoado no dia da coroação a faz se refugiar em um lugar afastado de todos.
A necessidade de Elsa retornar a Arendell para impedir o inverno permanente que se instaurou, bem como a vontade de reestabelecer os laços afetivos, faz com que Anna inicie uma busca por ela. No entanto, Anna, que aceitou de imediato o pedido de casamento de Hans (Santino Fontana), começa a repensar os seus sentimentos ao contar com a presença Kristoff (Jonathan Groff), um homem das montanhas, para encontrar Elsa.
“Frozen: Uma Aventura Congelante” não se tornou um fenômeno instantâneo a troco de nada. Com codireção e roteiro de Jennifer Lee, essa adaptação de “A Rainha da Neve” dispensa os príncipes encantados para salvar o dia e ainda trazem duas protagonistas fortes. Se Anna é valente o suficiente para enfrentar riscos no reencontro com Elsa, esta se mostra livre de amarras para abraçar a sua essência, mudança representada com a bela canção “Let it Go”, um verdadeiro hino sobre autoaceitação.

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