Take Me Home, de Abbas Kiarostami

.:: 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

O mais aclamado dos realizadores iranianos, Abbas Kiarostami havia há pouco completado 76 anos quando perdeu a batalha contra um câncer que muitos desconheciam. Para os cinéfilos, partiu cedo demais, deixando um buraco em um cinema humanista e por vezes provocativo raro de ser produzido.

Poucos cineastas conseguem prever o próprio fim e, ao mesmo tempo, entregar um canto do cisne que repercuta esse sentimento. Seria “Me Leva Pra Casa” uma analogia sobre o ciclo da vida, acompanhando um objeto circular que quica de degrau em degrau até o seu destino final?

Com uma câmera estática, vemos esse trajeto em escadarias rústicas da Itália sem uma preocupação com a continuidade. Há como figura humana Biagio di Tonno, o garotinho descuidado com a sua bola de CGI, mas vem a ser somente a música de Peter Soleymanipour o componente para sustentar uma despedida pouco especial.

Uma resposta a “Resenha Crítica | Me Leve Pra Casa (2016)”

  1. Avatar de Paulo Ricardo
    Paulo Ricardo

    Do Kiarostami conferi apenas “Cópia Fiel”.Preciso preencher essa lacuna nos próximos anos.

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