Resenha Crítica | A Casa das Coelhinhas (2008)

A Casa das Coelhinhas

Num dos seus scripts mais famosos, a dupla Karen McCullah Lutz e Kirsten Smith apresenta uma personagem que usa a sua aparência e o seu jeito pela moda a favor de si mesma: ingressar em uma universidade de direito e mostrar as suas características até então fúteis para resolver um caso cabeludo nos tribunais. Essa descrição pertence à ótima comédia “Legalmente Loira”, protagonizada por Reese Witherspoon.

Karen e Kirsten usam um tema similar agora em sua recente comédia “A Casa das Coelhinhas”, na qual a protagonista de Anna Faris é bela e loira como Witherspoon, mas no fim não tem nada de burra.

Mas Shelley demora um tempo para descobrir isto, embora nesta comédia de Fred Wolf ela já se mostre muito importante para as poucas integrantes da irmandade Zeta, que está caindo aos pedaços e precisa urgente de mais garotas para que não feche as suas portas. Antes deste ambiente, Shelley já foi uma pessoa mais feliz, sendo uma coelhinha pertencente à Mansão da Playboy.

Mas o seu aniversário de 27 anos não é nada bom, pois a sua idade equivale a 59 anos para um coelho, o que resulta na sua imediata expulsão do “paraíso”. Agora o seu novo lar é na Zeta, onde ajudará as novas amigas totalmente destrambelhadas a serem mais populares entre todos, especialmente entre os homens.

Aos poucos as coisas vão dando muito certo, o que provoca a inveja da irmandade Phi Iota Mu, o local que era o mais popular antes das mudanças radicais da Zeta.

Mesmo que “A Casa das Coelhinhas” tenha uma narrativa na qual muitas vezes não há originalidade, o diretor Wolf consegue provocar muitos momentos de risos. Ele se controla na questão da vulgaridade, algo que facilmente poderia ser espalhado por toda a fita com outro diretor, como Dennis Dugan – vale lembrar que a fita é produzida pela Happy Madison, companhia liderada pelo comediante Adam Sandler, constante colaborador de Dugan.

Ao invés disso, o cineasta se dedica ao espírito bem-humorado do roteiro e ao empenho de Anna Faris, uma das melhores comediantes em atividade.

Com sua doçura habitual, Faris sabe protagonizar cenas repletas de tragédias cômicas, convencendo nessas circunstâncias como acidentes causados pelas boas intenções de sua personagem. Assim, acaba por conquistar todas as figuras em cena e, melhor ainda, o público.

★★★
The House Bunny
Direção de Fred Wolf
Assistido em DVD (Sony Pictures)
Texto originalmente publicado em 03/03/2009

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