Resenha Crítica | O Ultimato Bourne (2007)

O Ultimato Bourne

Desde seu lançamento em 2002, Doug Liman injetou vigor no gênero com o filme “A Identidade Bourne”. Inspirado em um livro de Robert Ludlum e com roteiro de Tony Gilroy (que fez sua estreia em longa-metragem recentemente com o aclamado “Conduta de Risco”), a obra deu início a uma série bem-sucedida, inteligente e com ação espetacular.

O final da saga, ao menos como foi anunciado, do herói desmemoriado Jason Bourne (Matt Damon) é novamente preenchido pela sua busca em desvendar todo o passado que o condena. Ao mesmo tempo, ele é procurado pela CIA e caçado por assassinos profissionais a mando de Noah Vosen (David Strathairn).

Neste episódio, também é reaproveitada a personagem interpretada por Julia Stiles, Nicky Parsons, assim como Pamela Landy, que conta com um ótimo desempenho de Joan Allen.

Superior ao episódio anterior, “A Supremacia Bourne”, que primava pela monotonia, Paul Greengrass ainda persiste nas câmeras estremecidas. O recurso é usado tanto nas sequências mais amenas como naquelas difíceis de serem visualizadas quando ocorrem perseguições e conflitos, mas que lhe beneficiaram tão bem em “Voo United 93”.

Por outro lado, o diretor realizou em “O Ultimato Bourne” um bom trabalho com o apoio de uma montagem excepcional e a tensão que foi capaz de instaurar nos acontecimentos mais decisivos.

Só que lhe faltou um desfecho que garantisse ao público surpresa em questão do que realmente Jason Bourne é. Isso fez com que a interação por interesses entre Vosen e Landy para encontrar Bourne soasse mais intrigante do que os mistérios que rondam o personagem-título.

★★★
The Bourne Ultimatum
Direção de Paul Greengrass
Assistido nos cinemas (Universal Pictures)
Texto originalmente publicado em 25/01/2008

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