Resenha Crítica | Aliens Vs. Predador 2 (2007)

Aliens Vs. Predador 2

Conhecidos como uma das mais cultuadas criaturas da ficção científica, Alien e Predador inauguraram, separadamente, duas bem-sucedidas franquias cinematográficas.

O primeiro monstrengo surgiu na direção de Ridley Scott, então no seu segundo — e de longe o melhor — trabalho de longa-metragem. Com um sucesso que resultou em três novas sequências, Alien tornou-se um marco que só despencou quando dirigido por um inseguro David Fincher em “Alien 3”.

“Predador” também rendeu frutos nos dois capítulos do habilidoso alienígena, dada a sua primeira aparição em 1987 por John McTiernan e na sequência de 1990 orquestrada por Stephen Hopkins.

Em suma, as séries representam para o gênero ficção o que Freddy e Jason representam para o gênero horror. O embate entre eles no cinema, entretanto, não era uma certeza como o confronto assassino da máscara de hockey com o pesadelo materializado em um homem com queimaduras e garras afiadas.

Acabou por acontecer, e já recebemos até mesmo uma continuação agora concebida pelos irmãos Strause, mestres na supervisão de efeitos especiais em filmes como “Æon Flux”, “Constantine”, “O Dia Depois de Amanhã” e “Titanic”, entre outros.

O que de certa forma não importa, já que como diretores o profissionalismo com toda a certeza não é o mesmo. Aliás, até nos efeitos especiais a dupla não funciona, contando com uma fotografia que deve figurar entre as piores de todos os tempos.

Com a intenção de provocar pavor através de tons escuros, o trabalho acaba por resultar em uma extrema falta de visibilidade de todos os personagens e de toda a ação.

A história que prossegue do exato ponto que encerrou a fita anterior — que não é de todo ruim (Paul W.S. Anderson só deixa de executar o seu trabalho quando temos por necessidade a sua presença) — leva um Predador e vários Aliens (aí se justifica o “s” no título) para uma cidade chamada Gunnison, no Colorado.

Quando parte para este cenário, os seres são relegados para dar espaço aos humanos, interpretados por atores nada conhecidos — só vem à mente a pequena Ariel Gade, de “Água Negra” — e nada talentosos.

Morte aos montes, ácido espirrando por todos os cantos e portas escancaradas para uma possível continuação: o resultado de tudo isso é um insulto para qualquer espectador que um dia já acompanhou os monstros em outras aventuras.


Aliens vs Predator: Requiem
Direção de Colin Strause e Greg Strause
Assistido nos cinemas (Fox Film do Brasil)
Texto originalmente publicado em 15/02/2008

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