Resenha Crítica | Procurando Encrenca (1996)

Procurando Encrenca

Há quase 30 anos, David O. Russell já era o cineasta que se apresenta hoje, sendo capaz de atrair um elenco para lá de invejável para representar o seu roteiro amalucado.

Além disso, em “Procurando Encrenca”, ele também já era apadrinhado pelos irmãos Weinstein. Há boatos de que não facilitou as coisas para Ben Stiller, embora eles tenham se reencontrado em contextos amigáveis anos depois.

Aqui, Ben Stiller — marido de Patricia Arquette e que com ela acabou de ter um bebê — é filho adotivo de Mary Tyler Moore e George Segal. Ele aceita a ajuda de Téa Leoni para fazer uma viagem em busca de suas origens.

A partir do ponto em que esses três embarcam em um carro, a comédia de aleatoriedades se manifesta, incluindo até Josh Brolin e Richard Jenkins como um casal de policiais gays.

Embora todo o grupo seja mesmo um espetáculo e esteja em uma sintonia muito especial, o que temos aqui é um realizador em progresso. O humor existe porque algumas situações são excêntricas demais, mas não há algo necessariamente brilhante no todo.

É quase como se a produção fosse um exercício para “Huckabees: A Vida é uma Comédia”, que David dirigiria oito anos depois e, provavelmente, o seu melhor trabalho até hoje.

★★★
Flirting with Disaster
Direção de David O. Russell
Assistido em VHS (PlayArte)

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