Resenha Crítica | Party Monster (2003)

Party Monster

Com base no livro “Disco Bloodbath: A Fabulous But True Tale of Murder in Clubland”, de James St. James, os diretores Fenton Bailey e Randy Barbato já haviam captado a história de Michael Alig em um documentário rodado em 1998.

No longa-metragem “Party Monster”, Bailey e Barbato se aproveitam da longa pesquisa realizada para encenar a trajetória de Alig quando ainda era novo. Dessa forma, eles se livram dos depoimentos verdadeiros que preencheram a realização anterior.

Os motivos de tanta dedicação para este trabalho foram as razões que tornaram Alig tão popular em meados da década de 1980 e o crime que cometeu, resultando em sua prisão. Foi ao organizar festas clubbers em Nova York que Michael Alig ficou famoso.

Movido por figurinos extravagantes, narcóticos, muito som e pessoas das mais diversas orientações sexuais, o Club Kids era, definitivamente, o melhor local a se frequentar para quem procurava por uma balada animada.

Antes limitado a um simples aprendiz de James St. James, Michael Alig logo se livrou do pequeno universo que era a sua adolescência. Namorou garotas e garotos e mergulhou intensamente no vício, levando-o à total decadência quando não tinha mais a quantia necessária para pagar as suas dívidas com um traficante.

Com o curto orçamento de 5 milhões de dólares, Fenton Bailey e Randy Barbato capricharam ao nos transportar para aquela época através de figurinos, cenários, maquiagem, efeitos visuais totalmente criativos e trilha sonora nota 10.

Algumas cenas onde os personagens estão sob efeito de entorpecentes nos dão uma percepção do sórdido cenário que os rondava, ainda que para lá de independente e descontraído.

Macaulay Culkin, afastado dos cinemas por nove anos por fatores já conhecidos pelo público, acertou ao selecionar este papel ousado e desafiador. Ele foi auxiliado por um incrível Seth Green — ambos os atores conheceram pessoalmente Alig e St. James.

O resultado é um filme, como bem o pôster anuncia: bom, diabólico e recreativo. Mas é fato que todas essas atrações amenizaram a brutalidade e o impacto do assassinato cometido por Alig que lhe trouxe o próprio declínio.

★★★★
Party Monster
Direção de Fenton Bailey e Randy Barbato
Assistido em DVD (California Filmes)
Texto originalmente publicado em 22/08/2008

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