Resenha Crítica | Psicopata Americano 2 (2002)

Psicopata Americano 2

“Psicopata Americano” é um filme que cumpriu tão rapidamente os protocolos para se tornar um cult moderno que uma sequência picareta direto para vídeo apareceu apenas dois anos depois.

No entanto, a pegadinha de “Psicopata Americano 2” é que todo mundo se comprometeu a participar de um projeto que originalmente não apresentava qualquer elo com a obra de Mary Harron, tudo não passando de uma tramoia por parte da Lionsgate para aumentar o potencial comercial do terror em home video.

A verdade é que o longa de Morgan J. Freeman (que, dizem, fez só um filme decente em toda a carreira, um tal de “Uma Aventura no Deserto”) é tão alheio à história de Patrick Bateman que não é difícil fazer um esforço para tentar avaliá-lo como um material independente. Não importa: mesmo se desviando da trapaça do título, o resultado geral é muito ruim.

O curioso é que a premissa poderia se tornar muito interessante em mãos de talentos que tivessem noção de sarcasmo e do gênero, pois é a mesma que tornaria o seriado “Dexter” um sucesso: o de um serial killer que deseja caçar outros assassinos em série.

Infelizmente, é tudo muito monótono, sonolento mesmo, com grande parte da culpa precisando ser depositada em ninguém menos que Mila Kunis. Sendo muito franco, nunca fui capaz de enxergar uma grande atriz nela, nem mesmo em “Cisne Negro”, e aqui ela não passa de uma caloura de universidade totalmente aborrecida.

Kunis piora o cenário com uma expressão permanente de enfado, como se estivesse mais interessada em estar em casa secando louça do que executando um trabalho empolgante na atuação.


American Psycho II: All American Girl
Direção de Morgan J. Freeman
Assistido na Darkflix

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