Dono de um talento inegável para a interpretação e de um carisma bem distinto de várias outras estrelas hollywoodianas, Will Smith é hoje o maior astro do cinema. Somente em salas americanas, estima-se que todos os longas de Smith tenham alcançado incríveis 2 bilhões e 500 milhões de dólares de renda.
Além do mais, no histórico de bilheterias americanas, alguns de seus filmes, como “Independence Day” e “Eu Sou a Lenda”, aparecem no ranking de produções que mais lucraram em posições bem expressivas. Mas, como uma carreira é sempre guiada por altos e baixos, “Sete Vidas” acaba sendo um projeto de resultado negativo para o ator.
Deixando de lado coisas menos relevantes como a influência de dinheiro ou o status atual do ator, este novo filme, que representa a segunda parceria de Will Smith com o diretor italiano Gabriele Muccino, tem muitos problemas. A premissa é razoável.
Ben Thomas (Smith) foi o protagonista de uma tragédia que, aos poucos, o roteirista estreante em cinema Grant Nieporte se encarregará de nos apresentar com maior clareza. Tentando amenizar essas dores que já tomaram conta de si, ele resolve elaborar uma pequena relação de nomes, sendo sete o total.
Os nomes pertencem a pessoas que, de maneiras diferentes, precisam de alguma ajuda. Entre elas estão um cego pianista (Woody Harrelson) e uma jovem com uma grave doença que resumirá sua existência (Rosario Dawson, a melhor coisa do filme), com quem Ben terá um forte entrosamento.
Num papel diferente em toda a sua carreira, pois aqui Ben Thomas é totalmente emotivo, Smith até que se sai bem. Mas não consegue segurar como protagonista este “Sete Vidas”, cujo desenrolar é muito exaustivo.
Os flashbacks relacionados ao protagonista se fazem muito desnecessários (atente para a participação inútil do filhinho de Tom Cruise, Connor Cruise, que interpreta Ben quando ainda era novo). Eles prejudicam por tomar o espaço de outros personagens coadjuvantes presentes na história.
Para fechar, nada consegue ser pior do que o clímax do drama, extremamente piegas e menos impactante do que se espera pela previsibilidade presente.
★★
Seven Pounds
Dirigido por Gabriele Muccino
Assistido em DVD (Sony Pictures)
Texto originalmente publicado em 13/05/2009

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