Resenha Crítica | Garota Infernal (2009)

Garota Infernal

Famosa mundialmente pelo seu descolado texto de “Juno”, vencedor do Oscar de melhor roteiro original, Diablo Cody virou um dos nomes mais comentados nos últimos anos.

Afinal, a jovem americana traçou rumos bem diferentes antes de se envolver com a escrita de roteiros para cinema e TV. Ela assina, inclusive, os episódios de “United States of Tara”, seriado que traz Toni Collette como protagonista.

Em “Garota Infernal”, um terror independente registrado como o seu segundo script para as telas, a voluptuosa Jennifer (Megan Fox) é a melhor amiga de Needy (Amanda Seyfried). Esta última representa o perfeito estereótipo de nerd mal arrumada.

Mesmo que essas jovens nada tenham a ver uma com a outra, elas sempre estão juntas. A amizade ganha contornos dramáticos em um momento crucial para a mudança da rotina pacata que elas levavam.

Jennifer é seduzida pelo vocalista de um grupo emo (Adam Brody), caindo direitinho como oferenda de um ritual satânico, já que a banda busca o sucesso absoluto na indústria musical. O problema é que, para o sacrifício ser bem-sucedido, era necessária uma jovem virgem.

Como a protagonista certamente não se encaixa nesse perfil, o pacto dá errado. Ela retorna ao colégio possuída por um demônio, em busca de garotos para devorar. Literalmente. Caso ela resista a essa tentação violenta, a sua aparência jovem começa a definhar e a ficar envelhecida.

Diablo Cody, que aparentemente é bem antenada no universo teen, faz o possível para tornar o projeto um filme tão autêntico e cultuado quanto seu trabalho anterior. Com isso, contou com os auxílios da diretora Karyn Kusama, que já havia se mostrado imaginativa nas sequências de ação da adaptação de “Æon Flux”.

O resultado, mesmo assim, não passa de uma óbvia reciclagem dos atraentes elementos de “Possuída”, produção do ano 2000 comandada por John Fawcett no Canadá. A dinâmica entre as amigas Jennifer e Needy é praticamente a mesma vista entre as irmãs Fitzgerald na obra canadense.

Até os créditos finais do longa-metragem, com uma montagem realizada através de capturas de imagens estáticas, imitam a sequência de abertura da fita que se inspira em lendas de lobisomens. Desse jeito, a fita mal vai valer o ingresso até mesmo para aqueles que desejam apenas ver Megan Fox se insinuando de forma apelativa na tela.

★★
Jennifer’s Body
Dirigido por Karyn Kusama
Assistido em DVD (Fox Film do Brasil)
Texto originalmente publicado em 09/01/2010

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