Resenha Crítica | Sex Drive: Rumo ao Sexo (2008)

Sex Drive: Rumo ao Sexo

Fazia tempo que não se via uma comédia de qualidade na qual a história se trata de adolescentes que só pensam em sexo. O divertido “American Pie” e suas sequências (com exceção dos pavorosos títulos oficiais da franquia que foram lançados diretamente para o mercado de vídeo) influenciaram o mercado, só que o gênero só dava bola fora.

“Sex Drive – Rumo ao Sexo” surge como uma feliz exceção, mas só deve agradar mesmo àqueles que já sabem exatamente o que esperar da projeção. Então é bom se preparar, pois há muita perversão e tudo progride em um ritmo frenético.

Ian Lafferty (Josh Zuckerman) é aquele típico jovem de dezoito anos que se sente incompleto perante os demais por ainda ser virgem. Ele, que trabalha como vendedor de rosquinhas e na maior parte do tempo aparece fantasiado como uma, acredita que pode mudar essa condição ao paquerar pela internet uma bela loira, usando o nickname de Ms. Tasty (Katrina Bowden).

Segundo o seu melhor amigo Lance (Clark Duke), ele pode conquistar essa garota se, no primeiro encontro, conduzir um carro que chame a atenção. É aí que ele bola o plano de pegar emprestado o automóvel do seu agressivo irmão Rex (o impagável James Marsden, embora seu desempenho se assemelhe demasiadamente ao de Seann William Scott em “American Pie”), só que sem avisá-lo.

A bordo do Mustang 69 GTO Vermelho também está a sua melhor amiga Felicia (Amanda Crew). Contudo, Ian mente para ela, dizendo que irá dirigir por horas na estrada para visitar a sua avó.

Com o fracasso da fita nas bilheterias (foi exibido na mesma semana de lançamento de “Max Payne”, “W.” e “A Vida Secreta das Abelhas” e faturou, até a sua permanência nos cinemas, somente um valor um pouco acima de oito milhões de dólares), o diretor Sean Anders acabou apresentando a sua versão do projeto em DVD.

Com um pouco mais de duas horas de duração, Anders não poupou ao mostrar várias mulheres completamente nuas e algumas cenas nas quais ocorrem muitos absurdos. Mas nada que espante os menos conservadores.

Os personagens são bem carismáticos e há situações que provocam altas gargalhadas. Assim, o longa-metragem acabou por moldar um empolgante road movie com total potencial de virar obra de culto entre os fãs do estilo.

★★★
Sex Drive
Dirigido por Sean Anders
Assistido em DVD (Paris Filmes)
Texto originalmente publicado em 22/07/2009

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