Resenha Crítica | A Sétima Profecia (1988)

A Sétima Profecia

Após muitos anos tendo apenas alguns fragmentos desta produção com base em uma única assistida a partir de um VHS ruim, posso dizer que ela soa mais simpática na revisita hoje em dia. Embora eu acredite que a obra se beneficiaria melhor se fizesse parte daquele filão subestimado de fitas sobre o fim do mundo ou confirmação em humanos quanto à existência de divindades que dominou os anos 1990.

Inclusive, vai um dado curioso: o roteiro de “A Sétima Profecia” é assinado pelo mesmo casal de “Filha da Luz”. No entanto, Ellen Green (que usa aqui o pseudônimo W. W. Wicket) e Clifford Green aparentemente não ficaram satisfeitos com as inúmeras modificações no texto.

Com um mistério muito amparado em livros sagrados, dá mesmo para perceber uma falta de entendimento de tudo na condução de Carl Schultz. O diretor comete uma falha que compromete muito a credibilidade da história: a de fazer com que a protagonista de Demi Moore, Abby Quinn, compre muito rápido os estranhos fenômenos que passam a rondá-la.

É complicado fazer alusões bíblicas no contexto contemporâneo em que o projeto se apresenta. De qualquer modo, a narrativa tem algumas reviravoltas muito boas aqui.

Sobretudo aquela que envolve o assassino com Síndrome de Down condenado à pena de morte, elemento que fará todo o sentido no clímax da fita. Demi Moore está bacana aqui, dividindo a tela com o ator alemão Jürgen Prochnow (protagonista de “O Barco: Inferno no Mar”).

★★★
The Seventh Sign
Dirigido por Carl Schultz
Assistido na Darkflix

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