Resenha Crítica | O Grande Golpe (1956)

O Grande Golpe

Stanley Kubrick ganhou muita notoriedade com o lançamento de “O Grande Golpe”. Neste que é um dos seus primeiros longas-metragens, a edição de Betty Steinberg converteu em novidade o roteiro escrito pelo cineasta ao lado de Jim Thompson (por sua vez baseado no livro “O Roubo no Hipódromo”, de Lionel White).

A trama de roubo perfeitamente planejado foi prestigiada pela não linearidade com a qual foi montada. Esse fator faz da obra uma das mais celebradas entre os fãs do diretor.

“O Grande Golpe” inicia com Johnny Clay (Sterling Hayden) esquematizando com os seus comparsas um roubo a um hipódromo, cuja quantia adquirida pode ser de aproximadamente dois milhões de dólares. Ex-presidiário, Johnny garante que o mirabolante plano trará a segurança de todos os envolvidos.

Apesar dessa confirmação, as coisas não devem sair como o imaginado por conta da gananciosa Sherry (Marie Windsor), esposa de George (Elisha Cook Jr.), funcionário responsável por um dos caixas que recolhe a quantia de todas as apostas.

O espectador terá uma noção antecipada do que provavelmente acontecerá na execução desse plano, mas o importante é a surpresa que surge através dos diversos ângulos como ele é mostrado. O recurso transforma a projeção em um thriller repleto de tensão e ironias.

É também a amostra de um realizador ainda jovem lidando com uma narrativa pouco complexa, mas já demonstrando extraordinário domínio de câmera. A fita figura, ao lado de “Rififi”, como o exemplar do gênero mais interessante em sua época de produção que, por coincidência, teve a sua estreia nos cinemas americanos na mesma data que a obra máxima de Jules Dassin.

★★★★
The Killing
Dirigido por Stanley Kubrick
Assistido em DVD (Fox Film do Brasil)
Texto originalmente publicado em 11/09/2009

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