Resenha Crítica | O Rato Humano (1988)

O Rato Humano

Ah, os doces traumas infantis…

Assisti a “O Rato Humano” por volta dos meus 6 anos, período em que já me reconhecia como um aficionado por produções de terror.

Foi nessa época que acredito que essa realização italiana barata desembarcou no Brasil, sendo, por um bom período, um lançamento muito cobiçado na Voyage, a videolocadora que frequentava semanalmente.

Eu tinha três memórias perturbadoras sobre o projeto: a capa da fita VHS, que me causava calafrios todas as vezes em que eu a encarava; o clímax no qual a criatura ataca uma vítima após se esconder a noite toda dentro de uma geladeira; e o frame final, indicando que todos os passageiros de um voo morreram (o rato humano se escondeu em uma bolsa despachada).

Quase 30 anos depois, revisito essa pérola horrorizado como algo tão sem sentido tenha me causado tantos pesadelos.

Nada na criação do monstro, que é meio roedor e meio símio, tem coerência, sobretudo a sua fascinação em perseguir vítimas específicas ao invés de apenas figuras aleatórias. Há inclusive um sujeito inserindo uma informação sobre as mulheres representarem algum símbolo de superioridade para o Rato Humano que nem vale a pena perder tempo tentando compreender.

Portanto, o melhor a ser feito aqui é desistir de qualquer coerência e tentar curtir alguns planos noturnos bem fotografados.

Resta notar o fato de nenhuma vítima dar um chute no rat man como mecanismo de autodefesa e ignorar os direitos humanos que são feridos com a transformação de Nelson de la Rosa (um homem que media 72 centímetros) em um diabo nas telas.

★★
Quella villa in fondo al parco | Rat Man
Dirigido por Giuliano Carnimeo
Assistido na Darkflix

Infelizmente, este título não está disponível no Brasil neste momento.
Source: JustWatch

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