O diretor sueco de 66 anos Roy Andersson tornou-se célebre pela sua carreira dedicada à publicidade, tendo dirigido até o momento mais de trezentos comerciais.
Como realizador de longa-metragem, é reconhecido pelo drama “Canções do Segundo Andar”, o seu terceiro trabalho produzido em 2000.
É na mescla de seu conhecimento em cinema e propaganda que chegamos a “Vocês, Os Vivos”. A experiência certamente será inédita para qualquer um. O que não significa que também seja positiva.
A produção reúne ao todo quarenta e sete trechos chamados de vinhetas. Cada uma delas pode dizer muito como também não dizer nada. No entanto, chega-se a uma conclusão em cada uma delas.
Em cada espaço, em cada situação, em cada personagem é observada a existência humana nos seus mais diversos sentimentos, especialmente nos de alegrias e tristezas. O duro é criar ânimo para apreciar todo esse volume de vinhetas, totalizando mais de noventa minutos.
Elas acontecem em planos fixos de câmera com figuras que aparecem e desaparecem a cada nova sequência. Em um momento as atenções estão voltadas a um pequeno grupo de homens tocando instrumentos musicais. Em outro, uma figura é roubada enquanto conversa em um restaurante.
Aqueles que mais aparecem na tela são uma mulher resmungona que abre a obra e uma jovem apaixonada por um roqueiro (a união do casal rende a única vinheta bela do projeto, na qual estão a bordo de um trem nos moldes de uma residência).
Se Roy Andersson teve a pretensão de criar um painel completo do que compõe a vida através dessas dezenas de retratos, o resultado que ele obtém é um só: o de que a nossa existência pode ser bem tediosa.
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Du levande | You, the Living
Dirigido por Roy Andersson
Assistido em DVD (Cultura Mostra)
Texto originalmente publicado em 04/11/2009

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