Quando Pierce Brosnan finalmente assumiu o terno de James Bond em “GoldenEye”, provavelmente não existia maior galã do que ele em Hollywood.
Muito ciente disso, o ator usou de sua influência para virar produtor e viabilizar este remake de “Crown, o Magnífico”, na qual o seu charme e carisma são aproveitados ao máximo. E o melhor: temos Rene Russo para duplicar a aposta.
A trama de um ricaço entediado que decide roubar um Monet avaliado em 100 milhões de dólares é uma delícia, mas o melhor de “Thomas Crown: A Arte do Crime” é, sem sobra de dúvida, a química explosiva entre os protagonistas, que se entregam a um romance instantâneo marcante.
Portanto, é perfeito o modo como o roteiro gerencia as suas tensões, fazendo com que dois adultos perdidamente apaixonados fiquem a todo o momento questionando as verdadeiras motivações um do outro.
Afinal, eles estão inseridos em um contexto no qual são antagonistas (ele como um ladrão de obras valiosas e ela como a representante de uma seguradora de arte).
“Thomas Crown: A Arte do Crime” também comprova que, desconsiderando um início de filmografia meio insípido, o americano John McTiernan foi um grande diretor. Uma pena que fez uma escolha desastrosa em “Rollerball” e comprometeu a própria carreira a partir de então.
★★★★
The Thomas Crown Affair
Dirigido por John McTiernan
Assistido em VHS (Fox Film do Brasil)

Deixe uma resposta