A crítica especializada e até mesmo parcela do público torcem o nariz, mas o sucesso da franquia cinematográfica “Resident Evil” continua assegurado. Nos Estados Unidos, a arrecadação estacionou no valor que iguala o orçamento de “Resident Evil 4: Recomeço”.
Já mundialmente o quadro inverte, com aproximadamente 300 milhões de dólares somados. É um dado importante para esta adaptação do game homônimo desenvolvido pela Capcom, que desde “Resident Evil: O Hóspede Maldito” foi evoluindo tecnicamente até chegar neste quarto episódio filmado em 3D.
Aqui, Alice (Milla Jovovich) busca por sobreviventes no Alasca após enfrentar, junto às suas clones de “Resident Evil 3: A Extinção”, o ameaçador Wesker (Shawn Roberts).
Reencontra Claire Redfield (Ali Larter), que perde temporariamente a memória após mais um truque da poderosa Umbrella Corporation, a verdadeira responsável pela criação do T-Vírus que transformou toda a população em zumbis.
Guiando um grupo de sobreviventes (entre eles o ator Luther West, vivido por Boris Kodjoe, e o irmão de Claire, Chris Redfield, interpretado por Wentworth Miller), Alice permanece obstinada em eliminar todos os rastros da Umbrella Corporation, nem que para isso tenha que enfrentar mais uma vez Wesker.
Como se pode notar, a premissa é praticamente a mesma dos episódios anteriores, nesta batalha que será prolongada para a existência de um quinto projeto (a atriz Milla Jovovich fez a confirmação ao testemunhar o sucesso de estreia deste capítulo).
O diferencial é a turbinada que a produção ganhou com o retorno de Paul W.S. Anderson à direção (o marido de Milla Jovovich a dirigiu apenas no capítulo inaugural de 2002).
Com enxutos 60 milhões de dólares, “Resident Evil 4: Recomeço” nos faz esquecer de todo o 3D fajuto visto na maioria das produções recentes, que foram apenas submetidas a uma conversão do formato para arrecadar mais na bilheteria.
A experiência é memorável, podendo-se registrar com os óculos especiais as melhores sequências de ação da época. É um dos trabalhos visuais mais bem executados do formato e, por isso mesmo, uma das obras de terror e ficção mais marcantes em termos estéticos.
★★★
Resident Evil: Afterlife
Dirigido por Paul W.S. Anderson
Assistido nos cinemas (Sony Pictures)
Texto originalmente publicado em 06/01/2011

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