Up – Altas Aventuras

Up - Altas AventurasNão há dúvidas de que a Disney sempre conferiu um nível impecável de qualidade em suas animações em longa-metragem. Exemplos como “Branca de Neve e os Sete Anões”, “Alice no País das Maravilhas” e “A Bela e a Fera” não são considerados à toa como grandes clássicos destinados ao público infantil. Recentemente, este harmonioso círculo não foi rompido, mas é possível perceber uma mudança de tendências. Isto se aplica nas pretensões que há de realizadores em fisgarem também o público adulto. Não poderiam terem se saído melhor com “Up – Altas Aventuras”, vencedor do Oscar de melhor animação e  de trilha sonora (lindamente composta por Michael Giacchino) além de indicado nas categorias de melhor edição de som, roteiro original e, surpresa, melhor filme.

Se “Up – Altas Aventuras” fosse um curta-metragem centrado na sequência de toda a vida de casado de Carl (dublado na versão original por Edward Asner) e Ellie já seria o suficiente. Porém, o filme tem muito para nos mostrar quando o personagem principal, um velhinho ranzinza vendedor de balões, perde sua mulher e decide realizar o sonho que eles tinham de viverem em um penhasco na América do Sul. Para isto, ele preenche o teto de sua casa com milhares de balões ao ponto deles serem capazes de levá-lo aos ares. O problema é que ao alçar voo ele vê o persistente escoteiro Russell na varanda da residência. Sem muita escolha, Carl suporta essa inusitada companhia em meio as florestas cheias de animais selvagens e cachorros que se comunicam como humanos, o que aponta que há outra pessoa vivendo neste ambiente quase inóspito.

O ritmo da animação é de aventura e certamente não haverá ninguém que não passe a se divertir para valer. Mesmo assim, “Up – Altas Aventuras” tem muito mais para oferecer, especialmente por vermos o nome de Pete Docter como responsável por esta mais nova criação da Pixar. O diretor de “Monstros S.A.” (em minha opinião, a melhor animação em longa-metragem já produzida) tem aqui uma história poderosa como poucas vezes já vista sobre aquilo que podemos considerar como a etapa final da vida humana. Tendo setenta e oito anos, Carl experimenta diariamente a exaustão que sua idade inevitavelmente apresentaria. Apesar disto, ainda há fôlego para seguir em frente, com o desejo da realização de seu sonho e as lembranças que armazena em sua memória com sua esposa Ellie. O resultado disto é uma das celebrações à vida mais emocionantes que o espectador poderia apreciar.

Título Original: Up
Ano de Produção: 2009
Direção: Pete Docter
Vozes: Edward Asner, Jordan Nagai, Christopher Plummer, Bob Peterson, Delroy Lindo e Jerome Ranft.
Cotação: 4 Stars

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

6 Comentários em Up – Altas Aventuras

  1. Me lembro dos críticos falando que seria impossível criar um fime para crianças tendo um velhinho de 78 anos como protagonista. 5 indicações e 2 prêmios da Academia depois, podemos dizer que estamos diante de uma obra-prima moderna, emocionante para todas as idades. É meu filme favorito, disparado.

  2. – Luiz, eu admito que nem comprava essa ideia e o resultado foi totalmente inesperado para mim. Maravilhoso!

    – Mayara, tudo isso e muito mais!

    – Fael, com certeza. Toda vez que revejo essa cena eu termino em lágrimas de tão linda.

  3. Outra magistral obra de arte da Pixar, UP- Altas aventuras é uma emocionante, hilariante, sincera e aventura impecavelmente correta e contou com a sagacidade e profundidade. Dar o enredo de distância seria estragar a fantasia divertida. Praticamente perfeito em todos os sentidos, este é o mais moralizante como tema aventura. Começa na década de 1930 com Carl Fredricksen, um menino que é um ávido fã do explorador Charles Muntz. O jovem senta-se em um cinema absorvendo noticiários sobre seu ídolo, cujo final busca levá-lo para a América do Sul para capturar um enorme pássaro que cientistas afirmam não existir. Mas, Carl e sua vizinha Ellie se casam, e seus sonhos de aventura terminam e ele esta de volta para a vida cotidiana. Depois que sua esposa morre bem idosa, Carl – o ex-vendedor aposentado balão, passa a ser um velho rabugento e vivendo sozinho em sua casa vitoriana com uma civilização moderna sendo construída em torno dele. Então, prestes a perder a sua casa para os construtores, portanto em vez de dar-la, ele tira (literalmente) com milhares de balões anexados à sua casa (nos lembra a trágica aventura do padre Paranaense que caiu no mar). Mas na hora recebe o menino escoteiro Russell, que bate na porta de sua casa velha. Russell tem a necessidades para ajudar algumas pessoas idosas para obter o seu crachá final, garantindo a qualidade de Explorador mirim. Mas, o menino acaba se engajando nesta aventura. Com a sua casa flutuante no ar, Carl e Russell enfrentam desafios e aventuras em direção a América do Sul ao sabor dos ventos, que procuram atingir o seu destino escolhido. A América do Sul (parecer ser a cachoeira de Salto Angel, na Venezuela, no planalto das Guianas – Amazônia), é onde a excitação dos picos é surpreendentemente e emocionante. É um dos toques que estão hábeis é divertido. Duas das principais qualidades que definem o filme são a imaginação e personalidade. Não que esta é uma história sombria, mas surpreendentemente honesta. É um dos melhores filmes do ano até agora. É uma verdadeira história sobre perda e de sonhos por cumprir. Nota: 10,0

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