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Resenha Crítica | O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (2012)

O Hobbit - Uma Jornada Inesperada | The Hobbit - An Unexpected JourneyA decisão de Peter Jackson em realizar “O Hobbit” acontece em um momento em que prequels não estão bem vistos pelo público em geral. A possibilidade de rever um universo já consagrado através de uma história de origem vem sendo prejudicada pela forte sensação de que ela só se justifica pelo sucesso financeiro quase garantido. Com razão, muitos encararam com desconfiança o retorno de Peter Jackson à Terra Média, pois o romance “O Hobbit” foi dividido em três partes, algo arriscado para uma história relativamente breve.

Para enriquecer “Uma Jornada Inesperada”, a primeira parte da trilogia “O Hobbit”, incrementou-se dois elementos à narrativa. Para alongar a aventura, Peter Jackson recorreu aos manuscritos ignorados por J.R.R. Tolkien para compor “O Hobbit”. Assim, foram criadas outras possibilidades para a história, que aqui rendem um longa-metragem que quase se aproxima das três horas de duração.

O outro elemento complementar foi o desenvolvimento de uma nova tecnologia, a HFR (High Frame Rate), que consiste no processamento de 48 quadros (ou frames) por segundo na tela. Habituado ao formato convencional, que contém 24 quadros por segundo, o espectador experimentará em “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada” algo que aproxima a fantasia da realidade. Intensificado pelo 3D, as criaturas da Terra Média se fazem crer como existentes. Ainda não aprimorada, a HFR provoca estranhamento nos primeiros minutos, uma vez que a ação é vista em certas circunstâncias em uma velocidade oscilante.

Ao menos nesta primeira parte, a extensão da história e o uso da HFR são as novidades que garantem o interesse integral. Por outro lado, “Uma Jornada Inesperada” pode soar arrastado para os não adeptos ao universo de Tolkien. Para quem já está familiarizado, o filme deixará um gosto de quero mais que será saciado apenas em “A Desolação de Smaug” e “Lá e De Volta Outra Vez”, que serão lançados nos cinemas em 2013 e 2014, respectivamente.

Em “Uma Jornada Inesperada”, Frodo (Elijah Wood) não é mais o protagonista e a motivação não é mais a destruição do Um Anel. O foco está em seu tio, Bilbo Bolseiro (Martin Freeman). Dono de uma vida pacata, ele recebe como desafio acompanhar o mago Gandalf (Ian McKellen) e os anões Fili (Dean O’Gorman), Kili (Aidan Turner), Dwalin (Graham McTavish), Balin (Ken Stott), Oin (John Callen), Gloin (Peter Hambleton), Ori (Adam Brown), Dori (Mark Hadlow), Nori (Jed Brophy), Bifur (William Kircher), Bofur, Bombur (Stephen Hunter) e Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage), a liderança natural do grupo, em uma jornada à Montanha Solitária, que abriga Erebor, reino tomado pelo Smaug, dragão que hiberna cercado por todas as riquezas da população.

Mesmo que os desafios enfrentados em “Uma Jornanda Inesperada” não se igualem a complexidade de todos aqueles explorados em “O Senhor dos Anéis”, Peter Jackson confere um tom distinto à aventura. O humor está presente fortemente é há instantes realmente épicos protagonizados por Bilbo. Sem dizer a presença de um certo personagem no clímax de “Uma Jornada Inesperada”, simplesmente de tirar o fôlego.

Título Original: The Hobbit – An Unexpected Journey
Ano de Produção: 2012
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh, Guillermo del Toro, Peter Jackson e Philippa Boyens, baseado no romance “O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Andy Serkis, Richard Armitage, Cate Blanchett, Elijah Wood, Christopher Lee, Aidan Turner, James Nesbitt, Bret McKenzie, Hugo Weaving, Benedict Cumberbatch, Lee Pace, Iam Holm, Graham McTavish, Mikael Persbrandt, Barry Humphries, Ken Stott, Conan Stevens, Sylvester McCoy, Jed Brophy, Jeffrey Thomas, Stephen Hunter, Renee Cataldo, John Callen, Peter Hambleton, William Kircher, Adam Brown, Mark Hadlow, Michael Mizrahi, Robin Kerr, Ryan Gage e Ray Henwood

7 Comments

  1. […] dez anos que separam “O Senhor Dos Anéis – A Sociedade do Anel” de “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada”, Peter Jackson provavelmente sentiu intensamente todas as transformações da tecnologia do […]

  2. […] Guillermo del Toro estava há cinco anos sem dirigir um filme. Ao se desligar da direção de “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada” após longos meses envolvido no desenvolvimento do projeto (ao qual ele foi creditado como um […]

  3. […] projetos como produtor saiam um atrás do outro, seu envolvimento como diretor da trilogia “O Hobbit” não prosperou. No fim, del Toro foi creditado apenas como corroteirista da aventura […]

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