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Resenha Crítica | Planeta dos Macacos: O Confronto (2014)

Planeta dos Macacos: O Confronto | Dawn of the Planet of the Apes

Dawn of the Planet of the Apes, de Matt Reeves

Uma das obras mais icônicas da ficção científica, “O Planeta dos Macacos” foi realizado em 1968 por Franklin J. Schaffner, se estabelecendo como um dos filmes mais oportunos a debater sobre os instintos humanos ao trazer Charlton Heston como um homem submisso aos símios, então a sua espécie inferior. As sequências não deram conta de sustentar um tema tão forte e a desapontadora refilmagem capitaneada por Tim Burton em 2001 pareceu enterrar as chances da franquia.

Em 2011, as dúvidas rondaram “Planeta dos Macacos: A Origem“, prequel dirigido por Rupert Wyatt, até então com um único longa-metragem no currículo, o nada visto “O Escapista”, de 2008. O resultado saiu melhor que a encomenda e ainda trouxe Andy Serkis atingindo um novo patamar na técnica de captura de performance como Caesar. “Planeta dos Macacos: O Confronto” consegue promover novos avanços: é superior diante de “A Origem” e em termos de esmero técnico é ainda mais fascinante.

O protagonismo agora é assumido por Jason Clarke e Keri Russell, que interpretam Malcolm e Ellie. O casal inicia uma expedição na floresta em que vivem os macacos, todos às ordens de Caesar – incluindo o instável Koba (Toby Kebbell), que ameaça a todo o instante se rebelar contra o seu superior. A missão é estabelecer um acordo pacífico visando ter acesso à hidroelétrica, que precisa ser reativada imediatamente para que os humanos isolados sem muitos recursos na cidade sobrevivam.

Apesar dos créditos como criador do seriado “Felicity” e como diretor do superestimado “Cloverfield: Monstro”, o americano Matt Reeves até então não havia mostrado a que veio. Responsável por “O Confronto”, é visível a falta de tato ao lidar com certos personagens humanos desenvolvidos pelo roteiro do trio Amanda Silver, Mark Bomback e Rick Jaffa, transformando Dreyfus (Gary Oldman) e especialmente Carver (Kirk Acevedo) em caricaturas grosseiras.

Por outro lado, “O Confronto” é incisivo ao retratar um cenário selvagem que imediatamente encontra um reflexo em nossa sociedade ao avaliar que uma solução pacífica entre dois ou mais grupos distintos parece impossível, confirmando a intolerância que a nossa espécie carrega desde as suas origens. O paralelo também é visto na relação entre Caesar e Koba, divergentes quanto ao que esperam da raça humana. Que Matt Reeves consiga manter a progressão na sequência já confirmada para 2017.

2 Comments

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Mais um trabalho sensacional de Andy Serkis com a técnica de captura de performance, o que me deixa imaginando quando teremos o tipo de reconhecimento a uma atuação desse tipo.

  2. Não sou dos maiores fãs dessa franquia, mas reconheço os bons aspectos metafóricos contidos no filme

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