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Resenha Crítica | Qualquer Gato Vira-Lata 2 (2015)

Qualquer Gato Vira-Lata 2

Qualquer Gato Vira-Lata 2, de Marcelo Antunez e Roberto Santucci

Dirigida por Bibi Ferreira, a peça “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Que a Nossa” é um sucesso de público desde a sua estreia em 1990. Na montagem do ano passado estrelada pelo trio Monique Alfradique (Tati), Victor Frade (Conrado) e Marcos Nauer (Marcelo), as sessões ficaram cheias. O fenômeno talvez se dê pelo texto moderno, que traz a mulher como o elemento de iniciativa em com cônjuge.

Na adaptação para o cinema, a dupla de diretores Tomas Portella e Daniela De Carlo trouxe o Cleo Pires, Malvino Salvador e Dudu Azevedo para dar vida aos personagens centrais, com o acréscimo de Rita Guedes como Ângela, a esposa de Conrado. Era um grupo de intérpretes sem muita experiência com cinema, mas que tirou de letra o desafio em encarar a comédia  formada por situações de embaraço.

As qualidades pararam por aí, pois o pedigree do texto original assinado por Juca de Oliveira não foi transposto para um roteiro cinematográfico concebido por um sem número de colaboradores. Ainda assim, o filme ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores, o que é suficiente para viabilizar uma sequência, por mais desnecessária que ela seja.

Em “Qualquer Gato Vira-Lata 2”, o que temos é uma espécie de plágio de “Esposa de Mentirinha”, o segundo filme de Adam Sandler mais visto nos cinemas do país. As provas? O uso de um lugar paradisíaco, os personagens que assumem relações ou outros papéis para sustentar uma farsa, os jogos de sedução e aquela cegueira que assola pessoas que são incapazes de identificar que a felicidade sempre esteve ao seu lado.

Em viagem a Cancun para promover o seu best-seller, o professor Conrado leva Tati para acompanhá-lo. Chegando lá, vê que a sua agora ex-mulher Ângela participará do mesmo encontro com um livro que serve como uma resposta feminista à publicação. Claro que a surpresa se torna um pretexto para Tati ter uma crise de ciúmes, o que fará que ela precipite ao pedir Conrado em casamento. A negativa é dada em público e Tati, agora estabelecendo uma parceria com Ângela, usará diversas artimanhas para que Conrado se arrependa de sua escolha.

Dirigida por Roberto Santucci e Marcelo Antunez, a sequência só causa um ou outro sorriso amarelo com a presença de Mel Maia. Responsável por viver Débora Falabella na fase da infância de sua personagem na novela “Avenida Brasil”, Mel vive aqui Julia, uma garotinha mimada que topa fingir que é a filha de Marcelo enquanto este tenta persuadir Tati a largar o Conrado. Por incrível que pareça, é a personagem mais madura de uma trama cercada de adultos que exibem a sua versão patética a partir de desenlaces surrupiados sem qualquer cerimônia de derivados estrangeiros e televisivos.

2 Comments

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Como o primeiro filme já era um lixo, essa é uma continuação que eu dispenso por completo!

    • Kamila, também não gosto nem um pouco do original e menos ainda desta continuação. Topei ver o filme pela oportunidade de participar da coletiva com a equipe do filme.

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