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Resenha Crítica | Evereste (2015)

Evereste (Everest)

Everest, de Baltasar Kormákur 

Situado na fronteira entre Tibete e Nepal e com quase nove mil metros de altitude, o Evereste ainda é um destino procurado por aventureiros em busca de experiências extremas. Claro que as condições climáticas tornam a expedição um feito quase impossível, o que acarreta em um histórico que prossegue somando vítimas.

Em “Evereste”, Baltasar Kormákur orquestra a dramatização de um episódio real de 1996, um ano sensível para a maior montanha do mundo. Nada menos do que 19 alpinistas morreram em diferentes expedições, um recorde. Já as pesquisas dos roteiristas Simon Beaufoy e William Nicholson estipulam que uma a cada quatro pessoas são resistem ao desafio.

A expedição que o público acompanhará em “Evereste” ocorreu em maio daquele ano, nos dias 10 e 11. Os principais líderes dos grupos são Rob Hall (Jason Clarke) e Scott Fischer (Jake Gyllenhaal), personagens que explicitam o desejo da realização em enveredar por um caminho emocional. Isso porque Rob deixa em casa a sua esposa grávida, Jan (Keira Knightley), enquanto Scott não parece muito seguro de sua integridade física.

Uma curiosidade revelada sem reservas que eleva “Evereste” a outro patamar é a expedição como negócio. Paga-se uma verdadeira fortuna para assegurar uma “mediação” tanto para o alcance do topo quanto para o regresso seguro. Há também os atritos entre os guias, alguns rejeitando medidas indispensáveis para driblar os imprevistos, como o carregamento de cilindros de oxigênio.

O limite do islandês Baltasar Kormákur continua sendo a dificuldade entre abraçar as convenções do blockbuster americano ou o aprendizado como um diretor nórdico. Se por um lado a chegada ao cume quase se furta da sensação de realização existencial, por outro se deixa levar por um excesso de sentimentalismo quando uma tempestade começa a deixar cadáveres para trás. Faltou um equilíbrio, ainda que o primoroso empenho técnico e o modo como alguns componentes do elenco se sobressaem (Clarke, Knightley, Emily Watson, Naoko Mori, John Hawkes, Sam Worthington e Martin Henderson estão muito bem) garantam a imersão.

2 Comments

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Infelizmente, perdi esse filme nos cinemas no ano passado. Quero conferir. Me parece uma obra tensa!

    • Kamila, também perdi a chance de ver no cinema, mas o impacto não é perdido na alta definição da telinha.

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