
Em seu segundo longa-metragem, o cineasta mexicano Rigoberto Castañeda conta com o roteiro do estreante Ed Dougherty que é no mínimo interessante. Nele, três desconhecidos ficam presos dentro de um elevador em um edifício praticamente abandonado. No entanto, o que começa bem e renderia um perverso jogo psicológico e de insuportável claustrofobia se revela um suspense muito desapontador.
Os personagens são apresentados ao público com as seguintes circunstâncias antes do encontro no elevador: Claudia (Amber Tamblyn, vista recentemente em “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante 2“) é uma jovem muito dedicada aos estudos e ao trabalho que vive com a avó (Mabel Rivera), que é atropelada ao sair do apartamento onde vivem; Karl (Aidan Gillen) é viúvo e pai atencioso, mas acaba tendo que deixar sua filha aos cuidados de outra pessoa enquanto lança desculpas sobre coisas para se resolver no seu trabalho; Tommy (Armie Hammer) se envolve em encrenca por causa do violento pai da sua namorada.
Pouco criativo ao desenvolver a promissora premissa que tem em mãos, Castañeda exagera nos usos de flashbacks durante o confinamento e de efeitos especiais na área externa do elevador, com o previsível recurso de câmera que caminha pela passagem do teto até o acesso aos quartos dos próximos andares totalmente vazios antes que os personagens estudem possibilidades de saírem da situação. Apesar de uma ou outra cena, onde a tensão até que é bem construída, nem mesmo a revelação de que um dos três é um serial killer levanta os ânimos. Uma pena.
Título Original: Blackout
Ano de Produção: 2007
Direção: Rigoberto Castañeda
Elenco: Amber Tamblyn, Aidan Gillen, Armie Hammer, Katie Stuart, Eloisa Bennetts e Mabel Rivera.
Nota: 5.0
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