“Alguém que Me Ame de Verdade”, uma realização da dupla Stefan C. Schaefer e Diane Crespo, conta com o roteiro assinado somente por Schaefer. O enredo tece uma história fictícia que se move através de credos diferentes entre duas pessoas próximas. Se contasse com alguém mais ousado no comando, a obra renderia uma interessante polêmica.
Em um colégio no Brooklyn, duas jovens mulheres são submetidas a lidar com uma turma de crianças. Os alunos entram em choque ao ver que as novas professoras são de religiões diferentes. Rochel (Zoe Lister Jones, uma bela e boa atriz), que sempre pede para ser chamada de Rachel pela dificuldade das pessoas em dizer o seu nome, é uma judia ortodoxa.
Sua companheira de trabalho, Nasira (Francis Benhamou), é muçulmana. A tradição faria com que ambas mantivessem a maior distância possível uma da outra, mas uma amizade sincera acontece entre as duas.
Mesmo com os preconceitos da família, Rochel e Nasira têm uma forte sintonia, além de passarem por uma situação igual: o casamento. Elas já estão na idade de consumar uma união.
Apesar da pressão dos pais, as jovens não conseguem visualizar nos excêntricos pretendentes aquele homem ideal com quem ter um futuro. É aí que surge a dúvida de como se livrar desse destino sem trair a própria fé.
Conforme as personagens tentam se desviar do matrimônio, “Alguém que Me Ame de Verdade” inaugura uma discussão com a plateia sobre a situação de suas protagonistas. Afinal, ainda é normal nos tempos de hoje testemunharmos casos de pessoas que abrem mão da liberdade de escolha e do que o mundo oferece diante da fé religiosa. Esse cenário se mostra presente seja por um desejo criado por si mesmo ou desenvolvido por influências da própria família.
Só que, ao invés de ir até os limites dessa condição, o longa independente prefere preparar um final feliz diante do conformismo. No fim das contas, a narrativa acaba prejudicada pelo seu formato quase televisivo.
★★
Arranged
Dirigido por Stefan C. Schaefer e Diane Crespo
Indisponível no Brasil

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