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Resenha Crítica | Velozes & Furiosos 7 (2015)

Velozes e Furiosos 7 (Fast and Furious 7)

Furious 7, de James Wan

Grandes diretores e astros do cinema deram o primeiro passo de suas carreiras em filmes de terror. Pateticamente, é um gênero pouco valorizado quando se discute sobre reconhecimento artístico. Mesmo assim, o seu custo geralmente baixo é o fator que obriga a todos os envolvidos a usarem o máximo possível do próprio talento e criatividade.

James Wan é um deles. Com o sucesso estrondoso de “Jogos Mortais”, não originou apenas uma franquia, mas uma vanguarda rapidamente batizada como torture porn, ainda que o episódio sob o seu comando estivesse longe de ser banalizado por alguma violência gratuita. Também revê junto a uma turma de novos talentos os elementos que consagraram o terror setentista e oitentista, com exemplares de algum modo ligados ao passado, como a sua obra-prima “Invocação do Mal”.

Em 2007, Wan havia tentado com “Sentença de Morte” investir em novos gêneros. Sem êxito comercial, prosseguiu com o terror até “Velozes & Furiosos 7”. Infelizmente, parece um movimento forçado para se desvincular daquilo que o consagrou, mesmo que para isso não se importe em trabalhar como um diretor de aluguel. É possível afirmar que em nenhum momento é sinalizada alguma assinatura de Wan.

A verdade é que a franquia baseada nos personagens de Gary Scott Thompson criou, a partir de seu quinto episódio, uma fórmula infalível, muito parecida com aquela de adaptações de histórias em quadrinhos, para continuar vivendo e é preciso se fingir de cego para se deixar levar passivamente por ela. “Não importa. Velozes & Furiosos é ridiculamente divertido.” Será?

Passa-se o intervalo de dois anos e novamente voltamos ao cinema para ouvirmos Dominic Toretto (Vin Diesel) dizer que será a última vez em que ele e sua trupe farão algo arriscado. A ação é também potencializada, mas a emoção é perdida cada vez que Dominic, o detetive Hobbs (Dwayne Johnson em participação reduzida) e o vilão Deckard Shaw (Jason Statham, sem muito a oferecer) saem intactos de tiros, explosões, golpes com barras de ferro e, claro, batidas de carros. Os personagens perdem a humanidade e se transformam praticamente em robôs indestrutíveis.

Ao menos as duas horas e meia de duração não são totalmente perdidas. É certo que a presença de Kurt Russell, um veterano que amplia cada vez mais o seu carisma conforme envelhece, foi uma sugestão de James Wan e o seu apreço por John Carpenter. E a despedida de Paul Walker, tragicamente morto durante uma folga das filmagens, é o único instante no qual algum coração em “Velozes & Furiosos 7” é reativado. Dentro de tudo isso, o que realmente importa é “Invocação do Mal 2” e a sua estreia em junho deste ano.

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