Skip to content

Resenha Crítica | Cinderela (2015)

Cinderela (Cinderella)

Cinderella, de Kenneth Branagh 

Eu tenho que contar a você um segredo que a ajudará a superar todas as provações que a vida pode oferecer: tenha coragem e seja gentil.

Com os sucessos de “Malévola”, “Frozen: Uma Aventura Congelante” e “Caminhos da Floresta”, a Disney confirma o interesse em revisitar o seu arsenal de contos de fadas para subverter alguns valores mais condizentes com os tempos de hoje. Aguardar pelo príncipe encantado para salvar o dia e assegurar o final feliz não é mais um desejo das garotas, autossuficientes para enfrentar o mal e trocar as alianças sem que esteja motivada somente pelas convenções.

A partir do roteiro de Chris Weitz, Kenneth Branagh faz a sua versão live action de “Cinderela” sem necessariamente reinventar a roda, o que não significa exatamente um retrocesso por ser fiel ao material original. Ao contrário, enfatiza as qualidades que transformaram a personagem em um modelo e o quanto é importante mantê-los em uma realidade tão cínica.

Mais conhecida pelo seriado “Downton Abbey” e provável destaque como Elizabeth Bennet no mashup de adaptação e sátira “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, Lily James é uma verdadeira revelação como Cinderela, encarnando a sua versão mais delicada e pura. Ao perder a sua mãe (Hayley Atwell), Cinderela apoia a decisão de seu pai (Ben Chaplin) em se casar novamente. Morto durante uma viagem, Cinderela se vê nas mãos de sua madrasta (Cate Blanchett) e de suas filhas insuportáveis, Drisella (Sophie McShera ) e Anastasia (Holliday Grainger).

Converte-se rapidamente em uma criada, tendo como único consolo os camundongos que lhe fazem companhia no porão em que dorme. Ainda assim, não perde a sua graciosidade, fator que seduz um distinto cavalheiro (Richard Madden) que pretende rever em um baile, sem saber que o próprio é o filho do rei (Derek Jacobi).

Kenneth Branagh revê com muito encanto os rumos já conhecidos dessa fábula, enchendo-a de cores e trazendo Helena Bonham Carter em uma participação maravilhosa como a fada madrinha. No entanto, é em pequenos reparos que consegue legitimar a sua versão de “Cinderela”. Aqui, o príncipe é de fato um jovem singular em sua obstinação em liderar um reino mais justo e a resistência de Cinderela em jamais se corromper pelas injustiças que a cercam é verdadeira o suficiente para transcender as barreiras da ficção e encantar uma nova geração.

Be First to Comment

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers:

%d blogueiros gostam disto: