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Resenha Crítica | Expresso do Amanhã (2013)

Expresso do Amanhã (Snowpiercer)

Snowpiercer, de Joon-Ho Bong 

Ah, se tivéssemos mais filmes como “Expresso do Amanhã” no cinema pipoca… Adaptação de “O Perfuraneve”, história em quadrinhos publicada pela Editora Aleph no ano passado, o filme de Joon-Ho Bong é constituído de tudo o que falta neste cenário atual amontoado de projetos da Marvel: um sentimento genuíno de ameaça, uma fórmula que nos leva a caminhos imprevisíveis e todas as excentricidades que a mídia de origem tem direito.

O perfuraneve abriga os últimos sobreviventes da Terra, tomada por uma era permanente de gelo. Em suas divisões traseiras, o perfuraneve abriga a classe menos favorecida, reduzida à escravidão por uma tropa de soldados que responde às ordens de Mason (Tilda Swinton). Com a situação intolerável, Curtis (Chris Evans) lidera uma rebelião com a intenção de dominar a ponta frontal do perfuraneve.

Com muitos sacrifícios, Curtis, acompanhado por Edgar (Jamie Bell), Tanya (Octavia Spencer), Andrew (Ewen Bremner), Grey (Luke Pasqualino), Minsoo (Song Kang-ho), Yona (Ko Ah-sung), entre outros, descobre que se estabeleceu na estrutura vertical uma nova sociedade dividida pelo seu poder aquisitivo, com cada divisão sendo adornada por luxos e privilégios superiores ao anterior. Assim como há também um “deus” representado por um indivíduo enclausurado na cabine de controle.

Realizador de “Memórias de Um Assassino”, “O Hospedeiro” e “Mother – A Busca Pela Verdade”, Joon-Ho Bong faz o seu primeiro filme falado em inglês sem em nenhum momento ceder as convenções da indústria americana. Além das filmagens em um estúdio da República Checa, seu elenco é formado por intérpretes de várias nacionalidades e raças, dando credibilidade a sua visão de organização de mundo e de seus habitantes como marionetes de uma força maior.

Claro que os irmãos Weinstein (sempre eles) não compreenderam o potencial de “Expresso do Amanhã”, adquirindo os direitos de distribuição no mercado internacional com sugestões de mudanças, como a extração de 20 minutos de material do corte final e a adição de monólogos. Joon-Ho Bong bateu o pé, transformando “Expresso do Amanhã” em um sucesso estrondoso na Coreia do Sul e um filme disponível aos americanos somente no circuito de arte e em plataformas de vídeo sob demanda. Um detalhe que não impedirá “Expresso do Amanhã” a atingir o status de cult.

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